Primeiros dados da adesão à Greve Nacional dos Médicos – 8 de Novembro, registados esta manhã:
Região SUL:
- Centro Hospitalar Lisboa Central - Bloco operatório do H são José e Curry Cabral apenas com serviços mínimos;
-Centro Hospitalar Barreiro Montijo - BO encerrado, várias especialidades com serviços mínimos
Região CENTRO
Hospital da Figueira da Foz - BO encerrado, adesão 90%
Várias USFs no Centro com 100% de adesão
Publicação do regulamento dos CRI hospitalares:
O Ministério da Saúde não aceita o dever constitucional de audição dos sindicatos e não cumpre, mais uma vez, os compromissos negociais!
A Ordem dos Médicos foi impedida pelo Conselho de Administração do Hospital de Santa Maria de visitar este serviço para contactar os seus médicos especialistas no âmbito do exercício das suas competências legais de avaliação
A Gestão das Listas de Espera e o apagão organizado dos seus números
A denúncia do Tribunal de Contas de que se verificou a“eliminação administrativa de pedidos com elevada antiguidade, falseando os indicadores de desempenho reportados, é particularmente grave e exige explicações de quem autorizou e praticou esses atos.
"O Sindicato dos Médicos da Zona Sul tomou conhecimento que os trabalhadores médicos e não médicos desse estabelecimento hospitalar [Hospital de Cascais] têm vindo a ser interpelados, pelos seus superiores hierárquicos, no sentido de informarem, antecipadamente, se irão ou não aderir à greve nacional de médicos agendada para o próximo dia 8 de novembro."

COMUNICADO
Greve Médica no Sul e Regiões Autónomas
25 de Outubro de 2017
Ao aderirem de uma forma deveras expressiva, hoje, à Greve Regional convocada pelos sindicatos, os médicos deram ao Governo um sinal claro do descontentamento e empenho em prosseguir na luta pela resolução dos problemas. Tal como aconteceu na greve nacional de 10 e 11 de maio e de 11 de Outubro no Norte, os médicos foram empurrados para este protesto.
Se a eles juntarmos as muitas centenas de médicos que estão a garantir os serviços mínimos e que concordam com a greve podemos referir com segurança que a adesão foi cerca de 80 % nos Hospitais:
O Ministério da Saúde e o governo, através do seu programa, têm o compromisso público de criar 100 novas USF até ao fim do respetivo mandato. Apesar disso, ainda não foi publicado o despacho conjunto do Ministério da Saúde e do Ministério das Finanças que devia prever o número de Unidades de Saúde Familiar (USF) a criar neste ano de 2017 e deveria ter sido publicado até 31 de janeiro. Logo, em 2017, ainda nem uma USF foi criada, comprometendo a meta de 25 novas USF para 2017!
Tendo em conta a catástrofe decorrente da vaga de incêndios que assola o nosso país e que já provocou dezenas de mortes e de feridos, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a FNAM entendem ser seu dever cívico, deontológico e humano adiar a greve dos médicos marcada para esta semana, dia 18 de Outubro, para a Região Centro.
Aproveitam para manifestar a sua activa solidariedade com as famílias atingidas e os sentidos pêsames.
Lisboa, 16 de Outubro de 2017
A Federação Nacional dos Médicos
O Sindicato Independente dos Médicos



