Continua o escândalo no Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital de Santa Maria e a administração hospitalar e o Ministro da Saúde remetem-se ao silêncio mesmo perante situações de intolerável promiscuidade de interesses públicos e privados e de falsificação curricular.

Volvido mais de 1 ano de negociações sobre a revisão do regime jurídico e do Regulamento do Internato Médico foi enviada aos Sindicatos Médicos, a 29/08/2017, a nova versão dos documentos.

A delegação da UGT referiu com particular enfâse a sua defesa da Contratação Colectiva e a sua exigência de que não existam quaisquer bloqueios ao seu legal desenvolvimento, como está a acontecer com os médicos.
Sublinhou também que se identifica com as legítimas reivindicações dos sindicatos médicos, assinalando uma coincidência de perspectivas com os sindicatos médicos quanto à defesa empenhada do Serviço Nacional de Saúde, da contínua melhoria das qualificações profissionais e da alteração substancial das condições de trabalho que tornem os serviços públicos de saúde atractivos para os vários sectores profissionais.
As delegações sindicais presentes concordaram na necessidade em desenvolver no futuro contactos regulares que permitam assegurar uma intervenção activa, designadamente em torno do processo de descongelamento das carreiras profissionais e das suas grelhas salariais.


Aumenta o clima de perseguição no serviço de Otorrino do Hospital de Santa Maria e mantem-se a escandalosa impunidade dos seus autores pelo Ministro da Saúde.
SIM e FNAM apelam às Câmaras Municipais que sensibilizem ministério a contratar Médicos de Família
Exmº. Senhor PresidenteA FNAM e o Sindicato Independente dos Médicos (SIM), vêm pela presente solicitar o apoio de V. Exª. no sentido de sensibilizar o Ministério da Saúde para contratar os cerca de 300 médicos de família que em Abril obtiveram a especialidade e que ainda não foram contratados, impedindo assim que centenas de milhares de cidadãos passem a ter Médico de Família.
Pelo direito a ser respeitado
A indignação com a situação que actualmente se vive na Saúde atinge um crescente número de portugueses.
A tolerância e resistência dos profissionais de saúde e dos doentes nunca esteve tão baixa. Os principais indicadores de burnout não param de aumentar.
De acordo com a comunicação social, na última reunião do Conselho de Estado, o ex-Presidente da República Portuguesa, Doutor Jorge Sampaio, elogiou o esforço de todos os profissionais de saúde e reconheceu a existência de dificuldades. Apontou o dedo a salários baixos e declarou que há pessoal que está a assegurar o trabalho no “limite das suas capacidades”.
E as vozes críticas são cada vez mais audíveis, envolvendo representantes da esquerda à direita do espectro político.
A pressão excessiva e a interferência, por parte da tutela, nas boas práticas médicas e, consequentemente, na qualidade da medicina, ultrapassou o limite do aceitável.
