Notícias e Comunicados

Turquia prende dirigentes da Ordem dos Médicos

De acordo com informação recebida através da FEMS (Federação Europeia dos Médicos Assalariados), o Governo Turco prendeu o Presidente e todos os dirigentes da Ordem dos Médicos Turca.

O facto de aquela Organização ter denunciado a guerra como um problema de saúde pública, causando danos irreparáveis, físicos, psicológicos, sociais e ambientais, foi considerado crime!

A FNAM já enviou mensagem de repúdio por esta falta de Liberdade num país com pretensões de adesão à União Europeia e expressando total apoio aos colegas turcos.

Posição da FNAM quanto à aprovação pelo Conselho de Ministros do novo Regime do Internato Médico

Tendo chegado ao conhecimento da FNAM um documento relativo à reformulação do Internato Médico, que segundo rumores terá sido aprovado pelo Governo, a FNAM enviou ontem aos grupos parlamentares uma tomada de posição e um apelo para discussão prévia na Assembleia da República antes da sua publicação.

 

A Saúde é um dos pilares do Estado social e o seu SNS tem sido em exemplo marcante do Portugal democrático pelos resultados de excelência reconhecidos por todas as instâncias internacionais, nomeadamente no que respeita à Formação Médica.

Apesar disso não tem sido poupado à política persecutória de cortes indiscriminados e de medidas desarticuladoras dos serviços, disfarçadas de ações inevitáveis e até de proteção da continuidade do próprio SNS.

FNAM reuniu no Ministério da Justiça para negociar acordo para Medicina Legal

A Federação Nacional dos Médicos deslocou-se, na passada sexta-feira, ao Ministério da Justiça, para continuar a discutir com os representantes do Instituto de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF) as normas para um Acordo Colectivo de Empresa Pública.

As negociações, que têm decorrido a um ritmo satisfatório, permitem que o clausulado esteja já praticamente acordado entre as partes, sendo de realçar que a maior parte dos contributos por parte das organizações sindicais médicas tenham sido aceites.

Ficou acordado que a delegação do INMLCF enviaria a versão consolidada do acordo até ao dia 9 de Fevereiro, sendo que a contra-proposta sindical teria que ser apresentada até 19 do mesmo mês, para que na próxima reunião, a 26 de Fevereiro, haja já uma versão próxima do documento final.

A FNAM congratula-se com a celeridade e eficácia que têm sido reveladas e espera que o documento final, que acreditamos ser uma mais valia para os médicos de Medicina Legal e para o funcionamento do Instituto, seja assim entendido pelos responsáveis da tutela e rapidamente posto em prática.

Conclusões do Fórum Médico

As organizações presentes, FNAM, Sindicato Independente dos Médicos (SIM), o Bastonário da Ordem dos Médicos, os presidentes das três secções da Ordem dos Médicos, as associações de Médicos de Saúde Pública, de Medicina Geral e Familiar e de Médicos Internos, exigem, ao Ministério da Saúde, resposta, até à próxima semana, sobre o retomar de negociações, interrompidas desde Novembro de 2017, para resolver a urgente situação dos concursos, da habilitação e do provimento nos cuidados primários de saúde e hospitalar, das condições de trabalho, da formação pós-graduada, do descongelamento de salários e grelhas, do reequipamento do SNS e da celeridade na efectivação de concursos para os jovens médicos.

Caso o Ministério da Saúde continue com a mesma atitude negocial serão marcados três dias de greve no final de Março de 2018.

Onde está o Wally, senhor Primeiro-ministro?

A FNAM tem reiteradamente afirmado a sua perplexidade sobre a inépcia, a inércia e a incompetência na implementação de novas Unidades de Saúde Familiar (USF).

A implementação de novas Unidades de Saúde Familiar representaria uma postura política de dignificação e de respeito pelos utentes e pelos profissionais, atentos à promoção da equidade e justiça no acesso aos cuidados de saúde.

As USF representam, nos cuidados primários, a dignificação do Serviço Nacional de Saúde. V.ª Ex.ª, no seu programa de governo. comprometeu-se com a reforma dos cuidados primários, incluindo a implementação de 100 USF nesta legislatura.

A nossa dúvida e incompreensão está relacionada com os números que V.ª Ex.ª anunciou ontem, na Assembleia da República. De facto, as informações de que dispomos referem-nos um total de cinco USF em 2017, número que o senhor Ministro da Saúde hoje confirmou. Assim sendo, permita-nos que lhe perguntemos onde está o Wally, senhor Primeiro-ministro. Onde estão as USF que faltam?

Avaliação de Desempenho e as implicações do OE 2018

Face à previsível entrada em vigor do OE 2018, e tendo em conta o que já dele se conhece, o Sindicato dos Médicos do Norte alerta todos os seus associados para rapidamente solicitarem a devida ponderação curricular, tendo em conta o previsto na legislação, nomeadamente o art.º 43º da Lei 66-B/2007, de 31 de Dezembro.
 

Novo código de ética da Apormed pode significar uma redução da transparência

O novo código de ética aprovado pela Associação Portuguesa das Empresas de Dispositivos Médicos (Apormed) acaba com os pagamentos diretos a médicos. Isto pode significar uma redução da transparência e um aumento da opacidade.

Assim, substitui-se a transparência sobre quem recebe e dá (ou seja, as empresas farmacêuticas) por um sistema em que só uma parte o faz (as empresas, as associações e as sociedades científicas).

Desta forma deixamos de ter a possibilidade de verificar quem são os beneficiados pelas empresas e quem tem, por essa razão, um conflito de interesses enquanto agente público que «compra» (através de concursos públicos) ou que «aconselha» (em propostas de orientação para médicos e normas de orientação clínica).

Esta proposta retira do espaço público o conhecimento sobre os verdadeiros beneficiados e sujeitos de influência. Fica a dúvida se esta prática se irá estender as sociedades e associações científicas que assim poderiam passar a servir de biombo a esses benefícios.

Dados sobre o SNS no «Negócios»: aumento da produtividade e desinvestimento na saúde

Dados sobre o SNS no «Negócios»: aumento da produtividade e desinvestimento na saúde

O Jornal de Negócios publicou hoje uma extensa análise ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), onde são analisados uma série de dados estatísticos sobre os cuidados e os problemas do SNS.

É de realçar um aumento da produtividade, quantificável pelos dados disponibilizados no artigo, e da procura, não estimada pela gestão do SNS.

Por outro lado, e muito negativamente, destaca-se o desinvestimento na saúde, a ausência de estratégias de prevenção e de melhoria da qualidade de vida (ou seja, os anos vividos de boa saúde) e o valor desproporcionado da despesa que é paga pelos cidadãos portugueses face a cidadãos de outros países europeus.

Também se destaca negativamente o congelamento da despesa em saúde no PIB, sendo muito inferior à média europeia e que tem vindo a cair. Este Governo não alterou esta situação.

É necessário alterar esta situação, garantindo o investimento, promovendo estratégias de promoção da racionalidade na utilização de recursos, investindo em equipamento, tecnologia em recursos humanos, adotando estratégias firmes de apoio à formação contínua dos profissionais de saúde.

Desta forma, garante-se de forma inequívoca que todas as unidades de saúde disponham de profissionais de saúde que assegurem uma resposta de qualidade às necessidades da população, pondo fim à lamentável situação dos Cuidados Primários em Lisboa e Vale do Tejo, onde centenas de milhares de cidadãos não têm médico de família.

É necessário garantir uma gestão das unidades de saúde que seja economicamente e financeiramente sustentável, democrática e transparente. E que tenha como o único objetivo o bem público e que as necessidades de saúde sejam a finalidade das estratégias de ação.

Assinado acordo de Empresa do Hospital Vila Franca de Xira

A direção do SMZS/FNAM acabou de assinar pelas 20 horas do dia 20 de Dezembro um novo acordo de empresa com grupo Melo que tem a PP da Saúde do Hospital de Vila Franca. Estiveram presentes os 2 sindicatos signatários do mesmo fazendo-se representar pela direção do SMZS os médicos João Proença e Lancie de Sousa, devidamente acompanhados na parte jurídica pela Dra. Ana Roque.

Este acordo firmado hoje após dezenas de reuniões preparatórias durante 2 anos, permite de imediato aos sócios do sindicato a sua adesão, sobretudo os dos CITS de direito privado. Neste acordo estão plasmados os índices remuneratórios nas diferentes categorias da carreira médica, a saber assistente, assistente graduado e assistente graduado sénior; a regulamentação dos tempos de trabalho semanal, horas incomodas de fim de semana e feriados, horas extra, descansos compensatórios, regime de férias e direitos de paternidade e maternidade.

Acordo de Empresa do Hospital de Vila Franca de Xira é assinado hoje

Vai ser assinado hoje à tarde o Acordo de Empresa para os médicos do Hospital de Vila Franca de Xira entre a entidade gestora daquela unidade hospitalar e as duas organizações sindicais médicas. O Sindicato dos Médicos da Zona Sul/FNAM estará representado pelo dr. João Proença, vice presidente do SMZS, e a dra. Ana Roque da consultoria jurídica.

Ao abrigo deste acordo, os médicos desta unidade hospitalar com contratos individuais de trabalho passam a dispor de uma carreira médica estruturada e análoga à dos médicos das outras entidades hospitalares. Ficam também clarificados outros âmbitos dos deveres e direitos do trabalho médico como o direito ao descanso compensatório e o pagamento de horas extraordinárias.

Logo que seja publicado em Boletim de Trabalho e Emprego procederemos à integral divulgação do Acordo de Empresa.

Há falta de médicos no Hospital de Santarém

O SMZS/ FNAM, representado pela Dra. Marta Antunes, participou hoje numa reunião promovida pelas organizações sindicais médicas e pela Ordem dos Médicos com o pessoal médico do Hospital de Distrital de Santarém, para debater as condições de trabalho e de funcionamento daquela unidade hospitalar.

A falta de anestesistas neste hospital limita o funcionamento de todas as especialidades cirúrgicas, agravando a listas de espera, a formação pós graduada e a transferência dos doentes para o hospital privado de Santarém.

Petição em defesa do reconhecimento do estatuto de profissão de desgaste rápido aos médicos