O Sindicato dos Médicos do Norte (SMN) reuniu, no passado dia 17 de junho, com médicos da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Ave, no âmbito da caravana da Federação Nacional dos Médicos, para analisar os principais problemas que continuam por resolver e que afetam diariamente os profissionais e a prestação de cuidados à população.
Apesar dos sucessivos alertas do SMN, a administração da ULS do Alto Ave mantém práticas ilegais e desrespeitadoras dos direitos laborais dos médicos, contribuindo para um clima crescente de desmotivação e instabilidade nos serviços.
Entre as situações denunciadas pelos médicos destacam-se:
Relativamente ao incumprimento do descanso compensatório, o SMN aconselhou os médicos a comunicarem formalmente à entidade empregadora a data em que irão exercer esse direito, através de minuta disponibilizada pelo Sindicato.
Também nos Cuidados de Saúde Primários persistem graves problemas de organização e gestão. Perante a ausência de soluções e o agravamento da situação, o SMN renovou o aviso prévio de greve ao trabalho suplementar nos Cuidados de Saúde Primários da ULS do Alto Ave entre 1 de julho e 31 de dezembro de 2026.
Esta decisão resulta da manutenção de práticas que promovem a utilização sistemática do trabalho suplementar para suprir a falta de médicos e falhas de planeamento, da imposição de medidas sem negociação com os profissionais e do desrespeito pelos direitos laborais dos médicos, colocando em risco a qualidade e a segurança dos cuidados prestados à população.
O Sindicato dos Médicos do Norte solicitou reunião ao Conselho de Administração, e continuará a denunciar todas as ilegalidades identificadas, a apoiar os médicos na defesa dos seus direitos e a exigir soluções que garantam condições de trabalho dignas, indispensáveis para assegurar cuidados de saúde de qualidade aos utentes da região.