Acordo entre FNAM e IPST define serviços mínimos para a greve médica
A FNAM reuniu-se dia 27 de maio na Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), em reunião híbrida convocada a pedido do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST), para definição dos serviços mínimos a assegurar durante a greve dos médicos marcada para o próximo dia 3 de junho.
A FNAM rejeitou a proposta inicial apresentada pelo IPST por considerar que ultrapassava aquilo que é legalmente exigível em contexto de greve. Na sequência da negociação, o IPST aceitou a proposta apresentada pela FNAM, ficando estabelecido que os serviços mínimos correspondem aos aplicados aos médicos do Serviço Nacional de Saúde.
Assim, serão assegurados os postos fixos definidos nas escalas já existentes — 1 médico no Porto, 1 em Lisboa e 1 em Coimbra, entre as 8h e as 20h — não estando incluídas as brigadas.
A FNAM reafirma que, em contexto de greve, são assegurados os cuidados indispensáveis e legalmente previstos no aviso prévio.
A FNAM continuará a defender de forma firme os direitos e interesses dos médicos, exigindo melhores condições de trabalho, justiça salarial e um serviço público capaz de garantir cuidados de saúde seguros e de qualidade para toda a população.