A Ministra da Saúde Ana Paula Martins recusou negociar com a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) a revisão salarial ainda em 2024, assim como temas fulcrais para atrair mais médicos ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). Este inverno, à semelhança do resto do ano, vemos que o SNS continua depauperado de médicos hospitalares, de medicina geral familiar e de saúde pública.
A súmula e a verdade dos fatos em todo o processo negocial com FNAM:
[A súmula completa pode ser consultada aqui]
Apesar da FNAM ter aceite discutir todos os temas propostos pelo MS, não foi possível concordar com a discussão de tabelas remuneratórias apenas no ano seguinte, além do MS continuar sem incluir uma única proposta da FNAM.
Não foi marcada reunião negocial seguinte, apesar dos ofícios enviados com essa exigência.
A FNAM esclarece ainda que, apesar das eventuais tabelas remuneratórias, propostas pelo MS com um aumento de apenas 10% faseado em 3 anos, que não permitem aos médicos recuperar a perda do poder de compra de 20% da última década, nem contemplarem a inflação vindoura, se aplicam a todos os médicos.
Mantemos os Acordo Coletivos de Trabalho (ACT) em vigor, sem qualquer perda de direitos, e acionamos a DGERT/MTSSS para que seja reposta a legalidade no processo negocial, por ter sido violado pelo MS liderado por Ana Paula Martins, por ter recusado negociar com a FNAM - a estrutura sindical que mais médicos representa no SNS. A FNAM exige ainda a clarificação de matérias contraditórias relativas ao processo negocial numa carta enviada à Ministra da Saúde.
Reafirmamos a defesa incessante da melhoria das condições de trabalho e valorização da carreira médica para todos os médicos que trabalham no SNS.