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A Plataforma Lisboa em Defesa do SNS foi recebida na Presidência da República

Fotografia de uma reunião institucional com cinco pessoas sentadas lado a lado atrás de uma mesa comprida de madeira. No centro da mesa está André Arraia Gomes, presidente da FNAM, ladeado por outros quatro representantes (duas mulheres e dois homens), todos vestidos com roupa casual-formal. Estão num salão clássico com janelas altas e uma grande tapeçaria antiga pendurada na parede ao fundo. A parte inferior da imagem é sobreposta por uma faixa horizontal de cor vinho, que exibe um balão de diálogo branco à esquerda com a palavra "COMUNICADO" em letras maiúsculas. No centro desta faixa encontra-se o logótipo do "Sindicato dos Médicos da Zona Sul" e, à direita, o logótipo da "FNAM - Federação Nacional dos Médicos".

A Plataforma Lisboa em Defesa do SNS, que integra o Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS-FNAM), foi recebida na Presidência da República, no dia 26 de maio de 2026.

O SMZS-FNAM, representado pelo Presidente da Direção, André Arraia Gomes, transmitiu a sua preocupação pelo estado da saúde no país, assente em três grandes pilares: a existência de 1,6 milhões de utentes sem médico de família; o encerramento de serviços hospitalares, entre os quais serviços de urgência de Ginecologia-Obstetrícia; e a incapacidade de fixar médicos - internos e especialistas - no Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A Presidência da República sublinhou a necessidade de um Pacto para a Saúde. O SMZS-FNAM afirmou que os médicos estarão inequivocamente do lado das soluções que conduzam ao reforço do SNS e da carreira médica. Desde o Serviço Médico à Periferia, passando pelo nascimento do SNS, até aos períodos da recente pandemia, os médicos fizeram sempre parte da solução dos problemas da saúde em Portugal.

O SMZS-FNAM deixou uma nota final de rejeição à proposta de Reforma Laboral apresentada pelo Governo na Concertação Social e, agora, na Assembleia da República. Esta tentativa de Reforma apresenta um conjunto de recuos inaceitáveis, entre os quais se contam a imposição de bancos de horas, a caducidade dos acordos colectivos de trabalho, a retirada de direitos parentais, e a inadmissível limitação à liberdade sindical, entre outros. Esta proposta do Governo levou a FNAM a aderir à Greve Geral de 3 de Junho de 2026.

Petição em defesa do reconhecimento do estatuto de profissão de desgaste rápido aos médicos