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Internacional
FEMS: Em Roma, na defesa do SNS

FEMS: Em Roma, na defesa do SNS

A FNAM esteve presente em Roma, entre os dias 3 e 5 de outubro, na Assembleia Geral da Federação Europeia de Médicos Assalariados (FEMS), onde várias associações médicas europeias mostraram estupefação relativamente ao retrocesso da saúde em Portugal, sobretudo na área da obstetrícia com dezenas de bebés a nascerem nas ambulâncias por encerramento das urgências hospitalares. A FNAM recebeu o apoio institucional de algumas das suas congéneres na luta e defesa do Serviço Nacional de Saúde (SNS).

A delegação portuguesa fez o ponto de situação da realidade que se vive em Portugal na Saúde, onde mais uma vez se constata que os médicos estão na cauda da Europa em matéria salarial e condições de trabalho e com prejuízo na saúde da população.

A FNAM obteve vários apoios institucionais à sua ação reivindicativa face à falta de competência e vontade política do Ministério da Saúde de Ana Paula Martins em negociar e implementar soluções reais que valorizem e dignifiquem os médicos, e recuperem o SNS.

Nesta assembleia geral foi feita a apresentação do White BookWhite Book que resume as condições de trabalho dos médicos europeus, com capítulos que respeitam o tempo de trabalho, condições psico-sociais, demografia e desigualdade de género, carreiras médicas, cuidados de saúde e finanças, salários e (in)satisfação com a profissão, que contribuem para a escassez dos médicos na Europa e a emigração, que envolveu os vários sindicatos e associações médicas europeias.

A nova direção da FEMS foi eleita, passando a ser presidida por Alessandra Spedicato, da Anaao-Assomed, de Itália; como vice-presidente Renata Culinovic, da Hrvatski Lijecnicki Sindikat, da Croácia, de Alexander Ramos, da Confederación Estatal de Sindicatos Médicos, de Espanha; o tesoureiro Patricio Trujillo, da La Fédération des Praticiens de Santé, de França; o vice-secretário-geral Damjan Pol, da Sindikat Zdravnikov in Zobozdravnikov, na Eslovénia. Salientamos ainda que Noel Carrilho foi eleito para secretário-geral em reconhecimento do trabalho da FNAM em prol dos médicos em Portugal e no contexto europeu.

A próxima Assembleia Geral será no Porto, na Primavera de 2025, numa organização conjunta das três organizações médicas portuguesas pertencentes à FEMS.

No site da FEMS estão disponíveis para consulta os relatórios sobre a situação laboral dos médicos e serviços/sistemas de saúde nos vários países.

NOTA DE SOLIDARIEDADE com a greve de ‘junior doctors’ em Inglaterra

NOTA DE SOLIDARIEDADE com a greve de ‘junior doctors’ em Inglaterra

A FNAM expressa e endossa a sua solidariedade com os junior doctors, bem como ao sindicato British Medical Association (BMA) pelo papel que tem desempenhado ao longo desta luta por melhores condições de trabalho e uma valorização salarial justa.

5ª Assembleia Geral conjunta da AEMH-FEMS | 5th joint General Assembly of AEMH-FEMS

5ª Assembleia Geral conjunta da AEMH-FEMS | 5th joint General Assembly of AEMH-FEMS

A FNAM integrou a delegação portuguesa que esteve em Berlim, na 5ª Assembleia Geral conjunta da Federação Europeia de Médicos (FEMS) e da Associação Europeia de Médicos Hospitalares (AEMH), para debater as dificuldades que a profissão médica enfrenta a nível europeu.

Solidariedade com a luta dos médicos na Guiné-Bissau

Solidariedade com a luta dos médicos na Guiné-Bissau

A FNAM endossa a sua solidariedade à Frente Social e a todos os colegas em luta na Guiné-Bissau por melhores condições de trabalho. 

Solidariedade com greve dos médicos no Quénia

Solidariedade com a greve dos médicos no Quénia

 A FNAM endossou a sua solidariedade ao Sindicato dos Médicos, Farmacêuticos e Dentistas do Quénia e a todos os colegas em luta por melhores condições de trabalho.

A FNAM presta assim a sua solidariedade aos profissionais da saúde em luta no Quénia, em particular os médicos, e saúda a luta desencadeada pelo sindicato liderado por Davji Bhimji, que representa médicos, farmacêuticos e dentistas.

Os médicos estão em luta pelo cumprimento de um acordo coletivo de trabalho celebrado já em 2017, contra a redução do salário dos médicos internos, entre outras questões relacionadas com as suas condições de trabalho.

A nota de solidariedade enviada ao KMPDU pode ser lida na íntegra aqui

V Conferência Internacional de Sindicatos Médicos

FNAM presente na V Conferência internacional de Sindicatos Médicos em Alicante, que junta sindicatos de todo o mundo

A V Conferência Internacional de Sindicatos Médicos realiza-se nos dias 25 e 26 de janeiro, no Palácio de Congressos de Alicante, e conta com a participação de mais de 200 dirigentes sindicais oriundos de países como o Brasil, Alemanha, Itália, Jamaica, Uruguai, Argentina ou os EUA.  A iniciativa é organizada pela Confederação Estadual de Sindicatos Médicos (CESM), o Sindicato Médico da Comunidade Valenciana (CESM-CV) e o Colégio Oficial de Médicos de Alicante (COMA). A FNAM, tal como dezenas de sindicatos a nível mundial, estará presente com uma delegação nacional focada em alargar as fronteiras do Manifesto Internacional em defesa dos serviços públicos de Saúde.

Cessar-fogo

FNAM solidária com todos os médicos que trabalham em teatros de guerra

Ninguém deve ficar indiferente, e nós, médicos, não ficamos. A generalização dos conflitos militares, um pouco por todo o mundo, está a banalizar o sofrimento humano e, pior ainda, está a normalizar a ideia de que o terreno médico e hospitalar pode ser usado como palco da guerra. Não pode. Dizem as Convenções que nos defendem de uma lógica militar onde vale tudo, até fazer de ambulâncias, hospitais, médicos e vítimas, alvos das guerras que se têm multiplicado. Por fim, solidarizamo-nos com todos os médicos que trabalham em teatros de guerra e apelamos ao cessar-fogo.

Mariupol e Gaza, na Ucrânia e na Palestina, são os casos mais recentes, mas na curta vida do século XXI já testemunhamos a brutalidade da guerra no Afeganistão, no Iraque, no Líbano, na Geórgia, na Líbia, na Síria, no Iémen, na Arábia Saudita, na Tunísia, na Turquia, no Níger, no Azerbaijão, no Uganda, na República Democrática do Congo, nos Camarões, no Paquistão e na Etiópia. Se fizéssemos o mesmo exercício sobre o século XX, esta lista seria penosa e interminável.

No Hospital Pediátrico de Mariupol, no Oblast de Donetsk, e recentemente no hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza, são dois exemplos que não devíamos nomear e que não deviam ter acontecido, à luz de todas as Convenções que colocam limites à barbaridade da guerra. Em todos esses locais onde a força das armas tem impedido a paz, a Saúde é a primeira vítima e, com ela, ambulâncias, hospitais, médicos e demais profissionais da Saúde, que dão tudo de si arriscando a sua própria vida para salvar quem possa ser salvo, são considerados alvos militares e tratados como tal sem qualquer pudor.

Não foi preciso esperar pela segunda, terceira e quarta Convenção de Genebra para que, desde a primeira, em 1864, se tenha estabelecido a ordem de respeitar e cuidar dos militares feridos ou doentes sem discriminação, bem como proteger as ambulâncias e os hospitais de todo ato hostil. Para o efeito foram estabelecidas quatro regras: “a imunidade de captura e destruição de todos os estabelecimentos para o tratamento de soldados feridos e doentes; a receção e tratamento imparciais de todos os combatentes; a proteção dos civis que prestam socorro aos feridos; e o reconhecimento do símbolo da Cruz Vermelha como meio de identificação de pessoas e equipamentos”.

Na versão da Convenção de Genebra que vigora hoje, os pontos 8, 9 e 10 continuam a ser violados de forma flagrante, e, por isso, fazemos questão de lembrar que “nas áreas de batalha, devem existir zonas demarcadas para onde os doentes e feridos possam ser transferidos e tratados”, “proteção especial contra ataques garantida aos hospitais civis marcados com a cruz vermelha” e que seja “permitida a passagem livre de medicamentos”.

O contrário disto tem acontecido demasiadas vezes, aos nossos olhos, às vezes em direto, e não podemos ficar sem dizer, nem fazer nada. A FNAM, parte de um sindicalismo humanista, repudia os acontecimentos, junta a sua voz aos muitos médicos que, por todo o mundo, têm denunciado a guerra e apelado ao cessar-fogo, e solidariza-se com os colegas que, mesmo transformados em alvos, continuam a fazer o seu trabalho em condições inimagináveis.

As ambulâncias, os hospitais, os médicos e os demais profissionais de saúde, porque estão ao serviço das populações civis, não podem ser considerados alvos sob nenhuma circunstância, pelo que todos os que assim não procedam, independentemente da sua bandeira, ideologia ou credo, devem ser censurados e travados.

Somamos a nossa voz a todos os que têm pedido às organizações internacionais e aos seus governos que abandonem a retórica que alimenta a beligerância, e juntamos a nossa força, mesmo que limitada, aos que lutam para que um mundo, sem o terror da guerra, seja possível.

II JORNADAS HISPANO-LUSAS

II JORNADAS HISPANO-LUSAS | Sindicatos Médicos FNAM/CESM

O DESAFIO DE UMA BOA GESTÃO DOS RECURSOS HUMANOS

“Há carência de Médicos?” (na Península Ibérica? No espaço Europeu?) ou má distribuição?

Chaves, 2 e 3 de novembro de 2023 | Hotel Premium

Delegação Portuguesa com representantes da FNAM, SIM e OM

Reunião da FEMS reforça preocupações com as condições laborais

A FNAM, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Ordem dos Médicos (OM) estiveram presentes na Assembleia Geral da Federação Europeia de Médicos Assalariados (FEMS), nos dias 29 e 30 de setembro, em Marselha (França), onde foram apresentados os resumos semestrais das condições laborais dos médicos em cada um dos países participantes. 

É transversal a quase todos os países a insuficiência de trabalhadores médicos no sector público, fruto do desinvestimento dos vários governos e que leva a uma sobrecarga de trabalho para aqueles que se mantêm a trabalhar no sector público. 

Foram ainda apresentados os vários capítulos que formarão parte do FEMS White Book, documento que tem como objetivo documentar a realidade na saúde e nas condições de trabalho dos médicos a nível europeu.

Delegação portuguesa na Assembleia Geral da FEMS

Assembleia da FEMS preocupada com condições de trabalho e burnout dos médicos na Europa

A FNAM participou na Assembleia Geral (AG) da Federação Europeia de Médicos Assalariados (FEMS), que teve lugar em Palma de Maiorca, entre os dias 4 e 6 de maio. Em representação de Portugal, estiveram também delegados do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e da Ordem dos Médicos (OM).

Petição em defesa do reconhecimento do estatuto de profissão de desgaste rápido aos médicos