A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) manifesta solidariedade para com os dois médicos portugueses detidos pelas autoridades israelitas no âmbito da missão “Sumud Global Flotilla”, em águas internacionais.
A FNAM sublinha a importância da proteção dos profissionais de saúde em contextos de conflito, bem como o respeito pelo exercício da atividade médica e pelos princípios do direito internacional humanitário.
A FNAM considera igualmente relevante o papel dos profissionais de saúde na prestação de cuidados, na defesa dos direitos humanos e na promoção de soluções assentes no respeito pela vida e pela dignidade humana.
A FNAM participou na Assembleia Geral da FEMS (European Federation of Salaried Doctors), realizada em Breslávia, Polónia, nos dias 8 e 9 de maio, com representação do SMN através de Joana Bordalo e Sá, do SMZC através de Noel Carrilho — atualmente Secretário-Geral da FEMS — e do SMZS através de André Gomes.
A atual Presidente da FEMS é Alessandra Spedicato, de Itália. A reunião decorreu em conjunto com a Assembleia Geral da AEMH (Association Européenne des Médecins des Hôpitaux), contando ainda com representação de várias organizações médicas europeias, entre as quais a CEOM, CPME, UEMS e UEMO.
Entre os principais temas em discussão destacou-se a apresentação e debate da “Declaration of Fundamental Rights for Medical Profession”, documento centrado na defesa dos direitos fundamentais da profissão médica, da autonomia profissional e de condições dignas de exercício, que disponibilizaremos em breve.
Foi igualmente apresentado o trabalho desenvolvido pelo grupo internacional sobre “Qualidade de vida dos médicos hospitalares”, no qual Joana Bordalo e Sá participou ao longo dos últimos três meses, em articulação com representantes da Bélgica, Grécia, Países Baixos e Letónia. Durante a reunião foram apresentados os objetivos do grupo de trabalho e as principais conclusões do documento produzido.
Ao longo da Assembleia Geral foram identificadas preocupações comuns relacionadas com:
- escassez de médicos nos vários países europeus;
- burnout;
- migração médica;
- limitações ao direito à greve em alguns países;
- reconhecimento da Medicina Geral e Familiar como especialidade a nível europeu.
Foi igualmente registada a intenção de continuidade do trabalho conjunto europeu e do desenvolvimento de propostas comuns no âmbito da FEMS.
Foi ainda assinalada a entrada da Bósnia-Herzegovina como novo país membro/associado da FEMS.
O relatório da delegação portuguesa e demais países europeus podem ser consultados aqui.
Comunicado conjunto da FEMS e da da AEMH (European Association of Senior Hospital Physicians), pode ser consultado aqui.
The National Federation of Doctors (FNAM) expresses its full solidarity with the Resident Doctors in the United Kingdom, currently on strike from 7 to 13 April.
FNAM firmly supports the British Medical Association (BMA) in its struggle for fair pay restoration and dignified working conditions. Much like in Portugal, British doctors face persistent career devaluation and government intransigence during negotiations.
United in the defense of our profession, we reaffirm that valuing doctors is the only way to ensure the sustainability of a universal public healthcare system.
Solidariedade com os Médicos Internos do Reino Unido
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) expressa a sua total solidariedade com os médicos internos do Reino Unido, que se encontram em greve entre os dias 7 e 13 de abril.
A FNAM apoia firmemente a British Medical Association (BMA) na sua luta pela reposição salarial e por condições de trabalho dignas. Tal como em Portugal, os médicos britânicos enfrentam uma desvalorização persistente das suas carreiras e a intransigência governamental nas negociações.
Unidos na defesa da profissão, reafirmamos que valorizar os médicos é a única forma de garantir a sustentabilidade de um serviço público de saúde universal.
Saudamos a Associação dos Profissionais de Saúde Unidos e Solidários de Moçambique (APSUSM) e a Associação Médica de Moçambique (AMM), que têm liderado este processo iniciado em 2023 e agora intensificado com o prolongamento da greve por mais 30 dias.
Reconhecemos a coragem de médicos, enfermeiros, técnicos e demais profissionais que, mesmo perante sacrifícios pessoais e familiares, se mobilizam em defesa do direito à saúde e da sua dignidade profissional. Uma greve na saúde é sempre um último recurso — sinal de exaustão, falta de condições e desrespeito por quem dedica a vida a cuidar dos outros.
A FNAM reafirma a sua profunda solidariedade com todos os profissionais de saúde moçambicanos e com a sua legítima luta por condições de trabalho dignas e pela valorização da sua missão.
Desde el primer momento, la Federación Nacional de los Médicos (FNAM) se situó al lado de la lucha de los médicos españoles, que se prolonga desde 2025, con diversos procesos de movilización.
Los médicos rechazan la reforma en curso, exigen mejores condiciones de trabajo y el reconocimiento del estatuto de nuestra profesión.
La huelga por tiempo indefinido surge en un contexto de falta de capacidad negociadora del ministerio y del gobierno, que en más de tres años no han sido capaces de alcanzar un acuerdo suficientemente sólido para dar respuesta a las reivindicaciones de los médicos.
La lucha de los médicos en España tiene varios puntos en común con la lucha de los médicos en Portugal y está vinculada al reconocimiento del estatuto de la profesión médica, al fin de los contratos temporales y precarios, a la adecuación de los salarios a la formación y al acceso a la jubilación anticipada.
La FNAM – Federación Nacional de Médicos de Portugal – expresa su firme solidaridad con las y los médicos y demás profesionales de la salud de Argentina, en particular con la Asociación Sindical de Profesionales de la Salud de la Provincia de Buenos Aires (CICOP) y la Federación Sindical Nacional de Trabajadores y Trabajadoras de la Salud (FESINTRAS), en su lucha contra el paquete de reforma laboral que amenaza derechos históricos de las y los trabajadores y debilita el sistema público de salud.
Al igual que en Portugal, también en Argentina asistimos a intentos de debilitar la negociación colectiva, limitar derechos fundamentales y desvalorizar a los profesionales. Defender los derechos laborales es defender el derecho a la salud de los pueblos. La salud no es un negocio — es un derecho fundamental que requiere servicios públicos fuertes y profesionales valorados.
No dia 27 de janeiro, o Parlamento Europeu acolhe a conferência "Doctors under strain".
Organizado pela FEMS, o evento visa o reconhecimento formal do trabalho médico como ocupação de elevado desgaste e risco.
A exaustão dos médicos e a segurança dos doentes estarão no centro do debate, que conta com a participação de especialistas europeus e da presidente da FEMS, Alessandra Spedicato.
🔗 Consulte o programa, acompanhe em direto via streaming em: https://europarl.webex.com/europarl/j.php?MTID=m862ed832a0ed0f95a4183f6e7765496c
The National Federation of Doctors (FNAM) expresses its full solidarity with medical residents in France who have announced strike action from 5 to 15 January in response to growing concerns about the future of healthcare, the conditions of medical training, and broader reforms affecting the profession.
This mobilisation, supported by the Intersyndicale Nationale des Internes (ISNI+) and other student organisations, reflects a deep commitment among young doctors and medical students to protect both patient care and the sustainability of the medical profession in the face of structural challenges and proposed policy changes.
Across Europe, young doctors play a crucial role in sustaining health services. FNAM recognises that meaningful change requires investment in fair working conditions, robust training environments, and health policies developed through genuine social dialogue. Defending the medical resident rights is inseparable from defending the future of quality healthcare.
FNAM stands in solidarity with the striking medical residents in France, and supports their efforts to ensure a strong and equitable health service for all.
Solidarité avec les internes en médecine en grève en France
La Fédération Nationale des Médecins (FNAM) exprime sa pleine solidarité avec les internes en médecine en France, qui ont annoncé une grève du 5 au 15 janvier en réponse aux inquiétudes croissantes concernant l’avenir du système de santé, les conditions de la formation médicale et les réformes plus larges affectant la profession.
Cette mobilisation, soutenue par l’Intersyndicale Nationale des Internes (ISNI+) et d’autres organisations représentatives des étudiants en médecine, témoigne de l’engagement profond des jeunes médecins et des étudiants en médecine à défendre à la fois la qualité des soins aux patients et la pérennité de la profession médicale face aux défis structurels et aux projets de réforme.
À l’échelle européenne, les jeunes médecins jouent un rôle essentiel dans le fonctionnement des services de santé. La FNAM reconnaît que des changements significatifs exigent des investissements dans des conditions de travail équitables, des environnements de formation solides et des politiques de santé élaborées dans le cadre d’un véritable dialogue social. La défense des droits et du bien-être des internes est indissociable de la défense de l’avenir de soins de santé de qualité.
La FNAM exprime sa solidarité avec les internes en grève en France et soutient leurs efforts pour garantir un service de santé fort et équitable pour tous.
Solidariedade com os médicos internos em greve em França
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) expressa a sua total solidariedade com os Médicos Internos em França, que anunciaram uma greve entre 5 e 15 de janeiro, em resposta às crescentes preocupações com o futuro dos serviços de saúde, as condições de formação médica e as reformas que afetam profundamente a profissão.
Esta mobilização, promovida pelas organizações representativas dos internos (ISNI+) e estudantes de medicina, traduz o compromisso dos médicos internos com a defesa da qualidade dos cuidados de saúde, da dignidade da formação médica e da sustentabilidade da profissão face a políticas que ameaçam estes princípios fundamentais.
Em toda a Europa, os jovens médicos desempenham um papel essencial na manutenção dos serviços públicos de saúde. A FNAM reconhece que só através da valorização do trabalho médico, de condições de formação adequadas e de políticas de saúde construídas com verdadeiro diálogo social será possível garantir cuidados de saúde de qualidade à população.
A defesa dos direitos dos médicos internos é indissociável da defesa do futuro dos serviços públicos de saúde.
A FNAM manifesta a sua solidariedade com os Médicos Internos em luta em França, apoiando os seus esforços por um serviço de saúde forte e justo.
The National Federation of Doctors (FNAM stands in full solidarity with UK Resident Doctors taking strike action from 17 to 22 December. Their fight for fair pay and safe working conditions is both legitimate and necessary. With 83.2% support in a grassroots ballot, this strike is a clear expression of collective strength and unity.
Resident Doctors are demanding nothing more than the restoration of pay eroded by years of real-terms cuts. This is a reality we know all too well in Portugal, where doctors have faced systematic devaluation, worsening career conditions, and policies that push professionals out of the National Health Service.
Across both countries, chronic understaffing is placing unbearable pressure on doctors and endangering patient care. There will be no sustainable health service without fair pay, decent working conditions, and respect for medical careers.
FNAM stands firmly with UK Resident Doctors.
Defending doctors is defending patients.
Their fight is our fight — for a strong, fair, and truly universal NHS.
Solidariedade com os Médicos Internos em Greve no Reino Unido
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) expressa a sua total solidariedade com os Médicos Internos do Reino Unido, que se encontram em greve entre 17 e 22 de dezembro, numa luta legítima por salários justos e condições de trabalho dignas. Com 83,2% de apoio num processo de consulta de base, esta greve traduz de forma inequívoca a vontade coletiva da profissão.
Os Médicos Internos exigem a reposição do poder de compra perdido ao longo de anos de cortes salariais reais. Esta realidade não é exclusiva do Reino Unido. Em Portugal, os médicos enfrentam há anos uma desvalorização contínua, através de cortes salariais encapotados, degradação das carreiras e políticas que afastam profissionais do Serviço Nacional de Saúde.
Nos dois países, a escassez de médicos é grave e coloca em risco a qualidade dos cuidados prestados à população. Não haverá um serviço de saúde sustentável sem salários justos, condições de trabalho seguras e carreiras médicas valorizadas.
A FNAM está ao lado dos Médicos Internos do Reino Unido.
Defender os médicos é defender os doentes.
A luta deles é também a nossa — por um SNS forte, justo e verdadeiramente universal.
The National Federation of Doctors (FNAM) expresses its full solidarity with the struggle of Spanish doctors, particularly with the strike called by the Spanish Confederation of Medical Trade Unions (CESM), taking place from 9 to 12 December. Doctors are protesting against the reform proposed by Minister Mónica García and demanding better working conditions.
They also denounce the slow pace of a negotiation process that has been ongoing for nearly three years, with more than 60 meetings between the Spanish Ministry of Health and medical unions, without any satisfactory agreement being reached.
Doctors in Spain are fighting for:
- the recognition of the specific and unique nature of the medical profession;
- an end to temporary and precarious employment contracts;
- salary updates that reflect the required training and level of responsibility;
- and the right to early retirement.
FNAM stands firmly alongside Spanish doctors in this just struggle for professional dignity and in defense of a fairer, more sustainable healthcare system
Solidaridad con la huelga de los médicos en España del 9 al 12 de diciembre
La Federación Nacional de los Médicos (FNAM) expresa su total solidaridad con la lucha de los médicos españoles, en particular con la huelga convocada por la Confederación Estatal de Sindicatos Médicos (CESM), que se desarrollará del 9 al 12 de diciembre. Los médicos protestan contra la reforma propuesta por la Ministra Mónica García y exigen mejores condiciones laborales.
Critican también la lentitud de un proceso de negociación que se arrastra desde hace unos tres años, con más de 60 reuniones entre el Ministerio de Sanidad español y los sindicatos, sin que se haya alcanzado un acuerdo satisfactorio.
Los médicos en España luchan por:
- el reconocimiento de la especificidad de la profesión médica;
- el fin de los contratos temporales y precarios;
- la actualización salarial que refleje la formación y la responsabilidad exigidas;
- y por el derecho a la jubilación anticipada.
La FNAM se mantiene al lado de los médicos españoles en esta justa lucha por la dignidad profesional y por la defensa de un servicio de salud más justo y sostenible.
Solidariedade com a greve dos médicos em Espanha de 9 a 12 de dezembro
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) expressa a sua total solidariedade com a luta dos médicos espanhóis, em particular com a greve convocada pela Confederación Estatal de Sindicatos Médicos (CESM), que decorre de 9 a 12 de dezembro. Os médicos protestam contra a reforma proposta pela Ministra Mónica García e exigem melhores condições de trabalho.
Criticam ainda a morosidade de um processo negocial que se arrasta há cerca de três anos, com mais de 60 reuniões entre o Ministério da Saúde espanhol e os sindicatos, sem que tenha sido alcançado um acordo satisfatório.
Os médicos em Espanha estão em luta por:
- o reconhecimento da especificidade da profissão médica;
- o fim dos contratos temporários e precários;
- a atualização salarial que reflita a formação e a responsabilidade exigida;
- e pelo direito à reforma antecipada.
A FNAM mantém-se ao lado dos médicos espanhóis nesta justa luta pela dignidade profissional e pela defesa de um serviço de saúde mais justo e sustentável.
FNAM in Solidarity with Striking Resident Doctors in the United Kingdom
The National Federation of Doctors (FNAM) expresses its full and unwavering solidarity with British Resident Doctors, who went on strike from 14 to 19 November in their fight for fair wages and improved working conditions. As is tradition within the British Medical Association (BMA), the strike was democratically approved through a referendum, receiving an overwhelming 97.36% support.
This labour movement, ongoing since 2022, has received significant public backing. Despite this, Health Minister Wes Streeting continues to refuse meaningful negotiations. The BMA is calling for a pay restoration that compensates for the loss of purchasing power — a loss that, for younger doctors, has reached 21% since 2008. Resident Doctors represent nearly half of the entire workforce of the National Health Service (NHS) in England.
FNAM stands firmly with British doctors in this struggle, which is also our own: the fight for a strong, fair, and truly universal National Health Service.
FNAM Solidária com os Médicos Internos em Greve no Reino Unido
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) expressa a sua total e firme solidariedade com os Médicos Internos britânicos, que estiveram em greve de 14 a 19 de novembro, numa luta por melhores condições de trabalho e salários dignos. Como é tradição na British Medical Association (BMA), a decisão de avançar para a greve foi tomada por referendo, contando com um apoio expressivo de 97,36%.
Este movimento laboral, que se prolonga desde 2022, tem recebido um amplo apoio da população. Apesar disso, o Ministro da Saúde, Wes Streeting, continua a recusar negociações sérias. A BMA reivindica uma atualização salarial que compense a perda de poder de compra — uma perda que, para os médicos mais jovens, é de 21% desde 2008. Estes profissionais constituem cerca de metade da força de trabalho do Serviço Nacional de Saúde (NHS) inglês.
A FNAM mantém-se firmemente ao lado dos médicos britânicos nesta luta, que também é a nossa: pela defesa de um Serviço Nacional de Saúde forte, justo e verdadeiramente universal.