FNAM expresses solidarity with doctors and health professionals on strike in Peru
The National Federation of Doctors (FNAM) expresses its solidarity with the doctors and all health professionals in Peru who have joined the indefinite national strike launched on September 9.
FNAM stands in support of the 60 thousands of healthcare workers mobilized in defense of public healthcare and for the improvement of working conditions, fair wages, and the integrity of the health system.
We reaffirm our commitment to international solidarity among health professionals in the fight for dignified work and quality public healthcare.
La FNAM expresa su solidaridad con los médicos y profesionales de la salud en huelga en Perú
La Federación Nacional de Médicos (FNAM) expresa su solidaridad con los médicos y todos los profesionales de la salud en Perú que se han sumado a la huelga nacional indefinida iniciada el 9 de septiembre.
La FNAM apoya a los 60 mil trabajadores de la salud movilizados en defensa de la sanidad pública, por la mejora de las condiciones laborales, salarios justos y la integridad del sistema de salud.
Reafirmamos nuestro compromiso con la solidaridad internacional entre los profesionales de la salud en la lucha por un trabajo digno y una atención sanitaria pública de calidad.
A FNAM solidariza-se com os médicos e profissionais de saúde em greve no Peru
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) manifesta a sua solidariedade para com os médicos e todos os profissionais de saúde do Peru que aderiram à greve nacional por tempo indeterminado, que arrancou no dia 9 de setembro.
A FNAM apoia os 60 mil profissionais de saúde mobilizados em defesa do Serviço Nacional de Saúde e pela melhoria das condições de trabalho, salários justos e pela integridade do sistema de saúde.
Reafirmamos o nosso compromisso com a solidariedade internacional entre os profissionais de saúde na luta por um trabalho digno e por um serviço público de saúde de qualidade.
FNAM Stands in Solidarity with Resident Doctors on Strike in the UK
The National Federation of Doctors (FNAM) expresses its full solidarity with British Resident Doctors, who went on strike between July 25 and 30, in a just fight for better working conditions and fair wages. Backed by 90% of Resident Doctors in a grassroots survey, this strike reflected the collective will of the group
In England, Resident Doctors demanded a real increase in their salaries, essential to restore their lost purchasing power. This reality is not unique to the UK: in Portugal, we also face years of devaluation, with disguised pay cuts, deteriorating careers, and policies that drive professionals away from the National Health Service.
This strike was much more than a wage demand—it was a battle for the dignity of the medical profession and the defense of a true public healthcare system. The continuous loss of professionals, excessive workloads, and disregard for minimum working conditions have weakened health services and jeopardized patient care.
FNAM stood with British doctors in this fight. Because defending doctors means defending patients. Their struggle is also ours: for a strong, fair, and truly universal NHS.
FNAM solidária com os Médicos Internos em greve no Reino Unido
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) manifesta a sua total solidariedade com os médicos internos britânicos, que estiveram em greve entre os dias 25 e 30 de julho, numa luta justa por melhores condições de trabalho e salários dignos. Esta foi uma greve decidida, em sondagem, pela vontade de 90% das bases.
Em Inglaterra, os médicos internos exigem uma valorização real dos seus salários, essencial para repor o poder de compra perdido. Esta realidade não é exclusiva do Reino Unido: em Portugal também enfrentam anos de desvalorização, com cortes salariais encobertos, degradação das carreiras e uma política que afasta profissionais do Serviço Nacional de Saúde.
Esta greve foi muito mais do que uma reivindicação salarial — foi uma batalha pela dignidade da profissão médica e pela defesa de um verdadeiro serviço público de saúde. A perda contínua de profissionais, a sobrecarga de trabalho e o desprezo pelas condições mínimas de exercício médico têm vindo a fragilizar os serviços de saúde e a pôr em causa os cuidados prestados à população.
A FNAM esteve ao lado dos médicos internos britânicos nesta luta. Porque defender os médicos é defender os doentes. A sua luta é também a nossa: por um SNS forte, justo e verdadeiramente universal.
FNAM expresa su solidaridad con la Asociación de Profesionales y Técnicos del Hospital Garrahan de Argentina en su lucha por mejores condiciones laborales y salarios justos.
Brindamos nuestro apoyo a todos los médicos que se movilizan por remuneraciones dignas, así como a las más de 90 organizaciones de la sociedad civil que se han sumado a una manifestación nacional en defensa de la profesión médica y de la salud pública.
Reafirmamos nuestro compromiso con la dimensión internacionalista de la lucha por servicios públicos de salud nacionales de calidad, donde defender la dignidad de la profesión médica es un paso fundamental.
A FNAM manifesta solidariedade à Associação de Profissionais e Técnicos do Hospital Garrahan, na Argentina, em luta por melhores condições de trabalho e salários justos.
Estendemos o nosso apoio a todos os médicos mobilizados por salários dignos, bem como às mais de 90 organizações da sociedade civil que se uniram numa manifestação nacional em defesa da valorização da carreira médica e da saúde pública.
Reafirmamos o nosso compromisso com a dimensão internacionalista da luta por Serviços Nacionais de Saúde públicos de qualidade, onde defender a dignidade da profissão médica é um passo essencial.
FNAM stands in solidarity with the Association of Professionals and Technicians of the Garrahan Hospital in Argentina, who are fighting for better working conditions and fair wages.
We also express our support for all doctors advocating for decent salaries, as well as the over 90 civil society organizations that have joined a nationwide demonstration in defense of the medical profession and public healthcare.
We reaffirm our commitment to the international struggle for high-quality public National Health Services, where upholding the dignity of the medical profession is a fundamental step.
A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) manifesta o seu total apoio à Confederación Española de Sindicatos Médicos (CESM) e aos milhares de médicos que participaram, no passado dia 13 de junho, na greve nacional em defesa da dignidade da profissão médica e da saúde pública em Espanha.
A paralisação, com uma taxa de adesão próxima dos 90%, demonstrou de forma inequívoca o descontentamento da classe médica com o projeto de Estatuto-Quadro apresentado pelo Ministério da Saúde espanhol, que ameaça direitos fundamentais dos profissionais de saúde.
A proposta, imposta sem negociação efetiva, ignora as principais reivindicações dos médicos, especialmente no que diz respeito à regulamentação específica da formação especializada, às condições de trabalho e à estabilidade profissional.
A greve teve um forte impacto em várias comunidades autónomas, com suspensão total da atividade cirúrgica não urgente, elevada adesão em hospitais e cuidados de saúde primários, e participação expressiva de médicos internos (MIR), que se juntaram em massa à mobilização — conscientes de que o seu futuro e o do sistema público de saúde estão em causa.
Como afirmou o presidente da CESM, Miguel Lázaro, esta luta é pela profissão médica, mas também pela qualidade dos cuidados prestados aos 49 milhões de utentes do sistema público de saúde espanhol.
A FNAM junta-se a esta luta justa e necessária, e reafirma: a dignidade da medicina e a defesa da saúde pública não têm fronteiras.
A FNAM manifesta total solidariedade para com os jovens médicos franceses e a ISNI+, em greve por tempo indeterminado desde 28 de abril de 2025, contra a chamada “Lei Garot”. Esta legislação representa um grave retrocesso nas condições de formação e trabalho médico em França.
A luta contra a precarização da profissão médica e pela dignidade no exercício da medicina é comum a muitos países. A FNAM está ao lado dos colegas franceses na defesa da saúde pública e de um futuro digno para os médicos mais jovens.
Os médicos em Moçambique mobilizaram-se contra a repressão policial que se tem feito sentir no país e mantêm um intenso processo de luta pela melhoria dos seus salários e condições de trabalho. A FNAM presta a sua solidariedade na defesa do direito à manifestação.
Os médicos manifestaram-se em Maputo em resposta ao aumento da repressão policial em Moçambique, que culminou na morte de 16 cidadãos e de mais de 100 feridos. A Manifestação juntou todos os profissionais de saúde moçambicanos e foi anunciada pela Associação Médica de Moçambique (AMM), como uma “marcha pela saúde e pelos direitos humanos”.
Esta foi a primeira manifestação sem intervenção da polícia desde que se intensificaram os protestos e o seu sucesso foi resumido pela AMM: “É a grande lição que fica hoje, de que devemos ter a capacidade de ouvir a voz do povo. Ouvimos a voz do povo, a associação ouviu, a polícia ouviu, e conseguimos garantir a segurança para todos e todos estamos felizes no final do dia”.
À AMM e ao seu presidente, Milton Ussene Tatia, bem como a todos os profissionais de saúde envolvidos, a FNAM presta a sua solidariedade.
A FNAM expressa e endossa a sua solidariedade com os junior doctors, bem como ao sindicato British Medical Association (BMA) pelo papel que tem desempenhado ao longo desta luta por melhores condições de trabalho e uma valorização salarial justa.
A FNAM endossou a sua solidariedade ao Sindicato dos Médicos, Farmacêuticos e Dentistas do Quénia e a todos os colegas em luta por melhores condições de trabalho.
A FNAM presta assim a sua solidariedade aos profissionais da saúde em luta no Quénia, em particular os médicos, e saúda a luta desencadeada pelo sindicato liderado por Davji Bhimji, que representa médicos, farmacêuticos e dentistas.
Os médicos estão em luta pelo cumprimento de um acordo coletivo de trabalho celebrado já em 2017, contra a redução do salário dos médicos internos, entre outras questões relacionadas com as suas condições de trabalho.
A nota de solidariedade enviada ao KMPDU pode ser lida na íntegra aqui.
Ninguém deve ficar indiferente, e nós, médicos, não ficamos. A generalização dos conflitos militares, um pouco por todo o mundo, está a banalizar o sofrimento humano e, pior ainda, está a normalizar a ideia de que o terreno médico e hospitalar pode ser usado como palco da guerra. Não pode. Dizem as Convenções que nos defendem de uma lógica militar onde vale tudo, até fazer de ambulâncias, hospitais, médicos e vítimas, alvos das guerras que se têm multiplicado. Por fim, solidarizamo-nos com todos os médicos que trabalham em teatros de guerra e apelamos ao cessar-fogo.
Mariupol e Gaza, na Ucrânia e na Palestina, são os casos mais recentes, mas na curta vida do século XXI já testemunhamos a brutalidade da guerra no Afeganistão, no Iraque, no Líbano, na Geórgia, na Líbia, na Síria, no Iémen, na Arábia Saudita, na Tunísia, na Turquia, no Níger, no Azerbaijão, no Uganda, na República Democrática do Congo, nos Camarões, no Paquistão e na Etiópia. Se fizéssemos o mesmo exercício sobre o século XX, esta lista seria penosa e interminável.
No Hospital Pediátrico de Mariupol, no Oblast de Donetsk, e recentemente no hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza, são dois exemplos que não devíamos nomear e que não deviam ter acontecido, à luz de todas as Convenções que colocam limites à barbaridade da guerra. Em todos esses locais onde a força das armas tem impedido a paz, a Saúde é a primeira vítima e, com ela, ambulâncias, hospitais, médicos e demais profissionais da Saúde, que dão tudo de si arriscando a sua própria vida para salvar quem possa ser salvo, são considerados alvos militares e tratados como tal sem qualquer pudor.
Não foi preciso esperar pela segunda, terceira e quarta Convenção de Genebra para que, desde a primeira, em 1864, se tenha estabelecido a ordem de respeitar e cuidar dos militares feridos ou doentes sem discriminação, bem como proteger as ambulâncias e os hospitais de todo ato hostil. Para o efeito foram estabelecidas quatro regras: “a imunidade de captura e destruição de todos os estabelecimentos para o tratamento de soldados feridos e doentes; a receção e tratamento imparciais de todos os combatentes; a proteção dos civis que prestam socorro aos feridos; e o reconhecimento do símbolo da Cruz Vermelha como meio de identificação de pessoas e equipamentos”.
Na versão da Convenção de Genebra que vigora hoje, os pontos 8, 9 e 10 continuam a ser violados de forma flagrante, e, por isso, fazemos questão de lembrar que “nas áreas de batalha, devem existir zonas demarcadas para onde os doentes e feridos possam ser transferidos e tratados”, “proteção especial contra ataques garantida aos hospitais civis marcados com a cruz vermelha” e que seja “permitida a passagem livre de medicamentos”.
O contrário disto tem acontecido demasiadas vezes, aos nossos olhos, às vezes em direto, e não podemos ficar sem dizer, nem fazer nada. A FNAM, parte de um sindicalismo humanista, repudia os acontecimentos, junta a sua voz aos muitos médicos que, por todo o mundo, têm denunciado a guerra e apelado ao cessar-fogo, e solidariza-se com os colegas que, mesmo transformados em alvos, continuam a fazer o seu trabalho em condições inimagináveis.
As ambulâncias, os hospitais, os médicos e os demais profissionais de saúde, porque estão ao serviço das populações civis, não podem ser considerados alvos sob nenhuma circunstância, pelo que todos os que assim não procedam, independentemente da sua bandeira, ideologia ou credo, devem ser censurados e travados.
Somamos a nossa voz a todos os que têm pedido às organizações internacionais e aos seus governos que abandonem a retórica que alimenta a beligerância, e juntamos a nossa força, mesmo que limitada, aos que lutam para que um mundo, sem o terror da guerra, seja possível.