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Internacional
Solidariedade aos Médicos Argentinos

Solidariedade aos Médicos Argentinos

FNAM expresa su solidaridad con la Asociación de Profesionales y Técnicos del Hospital Garrahan de Argentina en su lucha por mejores condiciones laborales y salarios justos.

Brindamos nuestro apoyo a todos los médicos que se movilizan por remuneraciones dignas, así como a las más de 90 organizaciones de la sociedad civil que se han sumado a una manifestación nacional en defensa de la profesión médica y de la salud pública.

Reafirmamos nuestro compromiso con la dimensión internacionalista de la lucha por servicios públicos de salud nacionales de calidad, donde defender la dignidad de la profesión médica es un paso fundamental.


A FNAM manifesta solidariedade à Associação de Profissionais e Técnicos do Hospital Garrahan, na Argentina, em luta por melhores condições de trabalho e salários justos.

Estendemos o nosso apoio a todos os médicos mobilizados por salários dignos, bem como às mais de 90 organizações da sociedade civil que se uniram numa manifestação nacional em defesa da valorização da carreira médica e da saúde pública.

Reafirmamos o nosso compromisso com a dimensão internacionalista da luta por Serviços Nacionais de Saúde públicos de qualidade, onde defender a dignidade da profissão médica é um passo essencial.

 

FNAM stands in solidarity with the Association of Professionals and Technicians of the Garrahan Hospital in Argentina, who are fighting for better working conditions and fair wages.

We also express our support for all doctors advocating for decent salaries, as well as the over 90 civil society organizations that have joined a nationwide demonstration in defense of the medical profession and public healthcare.

We reaffirm our commitment to the international struggle for high-quality public National Health Services, where upholding the dignity of the medical profession is a fundamental step.

FNAM solidária com a greve dos médicos espanhóis

FNAM solidária com a greve dos médicos espanhóis

A Federação Nacional dos Médicos (FNAM) manifesta o seu total apoio à Confederación Española de Sindicatos Médicos (CESM) e aos milhares de médicos que participaram, no passado dia 13 de junho, na greve nacional em defesa da dignidade da profissão médica e da saúde pública em Espanha.

A paralisação, com uma taxa de adesão próxima dos 90%, demonstrou de forma inequívoca o descontentamento da classe médica com o projeto de Estatuto-Quadro apresentado pelo Ministério da Saúde espanhol, que ameaça direitos fundamentais dos profissionais de saúde.

A proposta, imposta sem negociação efetiva, ignora as principais reivindicações dos médicos, especialmente no que diz respeito à regulamentação específica da formação especializada, às condições de trabalho e à estabilidade profissional.

A greve teve um forte impacto em várias comunidades autónomas, com suspensão total da atividade cirúrgica não urgente, elevada adesão em hospitais e cuidados de saúde primários, e participação expressiva de médicos internos (MIR), que se juntaram em massa à mobilização — conscientes de que o seu futuro e o do sistema público de saúde estão em causa.

Como afirmou o presidente da CESM, Miguel Lázaro, esta luta é pela profissão médica, mas também pela qualidade dos cuidados prestados aos 49 milhões de utentes do sistema público de saúde espanhol.

A FNAM junta-se a esta luta justa e necessária, e reafirma: a dignidade da medicina e a defesa da saúde pública não têm fronteiras.

FNAM Solidária com a Greve dos Jovens Médicos Franceses Contra a Lei Garot

FNAM Solidária com a Greve dos Jovens Médicos Franceses Contra a Lei Garot

A FNAM manifesta total solidariedade para com os jovens médicos franceses e a ISNI+, em greve por tempo indeterminado desde 28 de abril de 2025, contra a chamada “Lei Garot”. Esta legislação representa um grave retrocesso nas condições de formação e trabalho médico em França.

A luta contra a precarização da profissão médica e pela dignidade no exercício da medicina é comum a muitos países. A FNAM está ao lado dos colegas franceses na defesa da saúde pública e de um futuro digno para os médicos mais jovens.

FNAM solidária com os médicos em Moçambique, contra a repressão policial

FNAM solidária com os médicos em Moçambique, contra a repressão policial

Os médicos em Moçambique mobilizaram-se contra a repressão policial que se tem feito sentir no país e mantêm um intenso processo de luta pela melhoria dos seus salários e condições de trabalho. A FNAM presta  a sua solidariedade na defesa do direito à manifestação.

Os médicos manifestaram-se em Maputo em resposta ao aumento da repressão policial em Moçambique, que culminou na morte de  16 cidadãos e de  mais de 100 feridos. A Manifestação juntou todos os profissionais de saúde moçambicanos e foi anunciada pela Associação Médica de Moçambique (AMM), como uma “marcha pela saúde e pelos direitos humanos”.

Esta foi a primeira manifestação sem intervenção da polícia desde que se intensificaram os protestos e o seu sucesso foi resumido pela AMM: “É a grande lição que fica hoje, de que devemos ter a capacidade de ouvir a voz do povo. Ouvimos a voz do povo, a associação ouviu, a polícia ouviu, e conseguimos garantir a segurança para todos e todos estamos felizes no final do dia”.

À AMM e ao seu presidente, Milton Ussene Tatia, bem como a todos os profissionais de saúde envolvidos, a FNAM presta a sua solidariedade. 

NOTA DE SOLIDARIEDADE com a greve de ‘junior doctors’ em Inglaterra

NOTA DE SOLIDARIEDADE com a greve de ‘junior doctors’ em Inglaterra

A FNAM expressa e endossa a sua solidariedade com os junior doctors, bem como ao sindicato British Medical Association (BMA) pelo papel que tem desempenhado ao longo desta luta por melhores condições de trabalho e uma valorização salarial justa.

Solidariedade com a luta dos médicos na Guiné-Bissau

Solidariedade com a luta dos médicos na Guiné-Bissau

A FNAM endossa a sua solidariedade à Frente Social e a todos os colegas em luta na Guiné-Bissau por melhores condições de trabalho. 

Solidariedade com greve dos médicos no Quénia

Solidariedade com a greve dos médicos no Quénia

 A FNAM endossou a sua solidariedade ao Sindicato dos Médicos, Farmacêuticos e Dentistas do Quénia e a todos os colegas em luta por melhores condições de trabalho.

A FNAM presta assim a sua solidariedade aos profissionais da saúde em luta no Quénia, em particular os médicos, e saúda a luta desencadeada pelo sindicato liderado por Davji Bhimji, que representa médicos, farmacêuticos e dentistas.

Os médicos estão em luta pelo cumprimento de um acordo coletivo de trabalho celebrado já em 2017, contra a redução do salário dos médicos internos, entre outras questões relacionadas com as suas condições de trabalho.

A nota de solidariedade enviada ao KMPDU pode ser lida na íntegra aqui

Cessar-fogo

FNAM solidária com todos os médicos que trabalham em teatros de guerra

Ninguém deve ficar indiferente, e nós, médicos, não ficamos. A generalização dos conflitos militares, um pouco por todo o mundo, está a banalizar o sofrimento humano e, pior ainda, está a normalizar a ideia de que o terreno médico e hospitalar pode ser usado como palco da guerra. Não pode. Dizem as Convenções que nos defendem de uma lógica militar onde vale tudo, até fazer de ambulâncias, hospitais, médicos e vítimas, alvos das guerras que se têm multiplicado. Por fim, solidarizamo-nos com todos os médicos que trabalham em teatros de guerra e apelamos ao cessar-fogo.

Mariupol e Gaza, na Ucrânia e na Palestina, são os casos mais recentes, mas na curta vida do século XXI já testemunhamos a brutalidade da guerra no Afeganistão, no Iraque, no Líbano, na Geórgia, na Líbia, na Síria, no Iémen, na Arábia Saudita, na Tunísia, na Turquia, no Níger, no Azerbaijão, no Uganda, na República Democrática do Congo, nos Camarões, no Paquistão e na Etiópia. Se fizéssemos o mesmo exercício sobre o século XX, esta lista seria penosa e interminável.

No Hospital Pediátrico de Mariupol, no Oblast de Donetsk, e recentemente no hospital Al-Shifa, na cidade de Gaza, são dois exemplos que não devíamos nomear e que não deviam ter acontecido, à luz de todas as Convenções que colocam limites à barbaridade da guerra. Em todos esses locais onde a força das armas tem impedido a paz, a Saúde é a primeira vítima e, com ela, ambulâncias, hospitais, médicos e demais profissionais da Saúde, que dão tudo de si arriscando a sua própria vida para salvar quem possa ser salvo, são considerados alvos militares e tratados como tal sem qualquer pudor.

Não foi preciso esperar pela segunda, terceira e quarta Convenção de Genebra para que, desde a primeira, em 1864, se tenha estabelecido a ordem de respeitar e cuidar dos militares feridos ou doentes sem discriminação, bem como proteger as ambulâncias e os hospitais de todo ato hostil. Para o efeito foram estabelecidas quatro regras: “a imunidade de captura e destruição de todos os estabelecimentos para o tratamento de soldados feridos e doentes; a receção e tratamento imparciais de todos os combatentes; a proteção dos civis que prestam socorro aos feridos; e o reconhecimento do símbolo da Cruz Vermelha como meio de identificação de pessoas e equipamentos”.

Na versão da Convenção de Genebra que vigora hoje, os pontos 8, 9 e 10 continuam a ser violados de forma flagrante, e, por isso, fazemos questão de lembrar que “nas áreas de batalha, devem existir zonas demarcadas para onde os doentes e feridos possam ser transferidos e tratados”, “proteção especial contra ataques garantida aos hospitais civis marcados com a cruz vermelha” e que seja “permitida a passagem livre de medicamentos”.

O contrário disto tem acontecido demasiadas vezes, aos nossos olhos, às vezes em direto, e não podemos ficar sem dizer, nem fazer nada. A FNAM, parte de um sindicalismo humanista, repudia os acontecimentos, junta a sua voz aos muitos médicos que, por todo o mundo, têm denunciado a guerra e apelado ao cessar-fogo, e solidariza-se com os colegas que, mesmo transformados em alvos, continuam a fazer o seu trabalho em condições inimagináveis.

As ambulâncias, os hospitais, os médicos e os demais profissionais de saúde, porque estão ao serviço das populações civis, não podem ser considerados alvos sob nenhuma circunstância, pelo que todos os que assim não procedam, independentemente da sua bandeira, ideologia ou credo, devem ser censurados e travados.

Somamos a nossa voz a todos os que têm pedido às organizações internacionais e aos seus governos que abandonem a retórica que alimenta a beligerância, e juntamos a nossa força, mesmo que limitada, aos que lutam para que um mundo, sem o terror da guerra, seja possível.

Petição em defesa do reconhecimento do estatuto de profissão de desgaste rápido aos médicos