O assédio é um comportamento contínuo, praticado normalmente pelo/a empregador/a ou por um/a superior hierárquico/a, manifestamente humilhante, vexatório e atentatório da dignidade, e que tem consequências hostis no/a trabalhador/a. Por ser inaceitável, a FNAM criou este guia para informar os médicos e as médicas sobre como agir nestas situações.
O assédio no local de trabalho tem repercussões na saúde mental dos/as médicos/as, sendo mais um fator que contribui para o burnout e abandono das instituições. É assédio todo o comportamento indesejado, nomeadamente o baseado em fator de discriminação, praticado no momento do acesso ao emprego ou no próprio emprego, trabalho ou formação profissional, com o objetivo ou efeito de perturbar ou constranger a pessoa, afetar a sua dignidade, ou de lhe criar um ambiente intimidativo, hostil, degradante, humilhante ou desestabilizador (art. 29.º do Código do Trabalho).
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Dimensões |
Indicadores |
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Isolamento social |
Promover o isolamento social ou falta de contacto em relação a colegas e chefias; Não atribuição, sistemática, de funções efetivas; Esconder informações necessárias ao desempenho de funções. |
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Perseguição profissional |
Definição de objetivos ou prazos impossíveis de atingir; Desvalorização sistemática do trabalho; Atribuição de funções desadequadas; Dar instruções de trabalho confusas e imprecisas; Bloqueio da continuidade do trabalho; Apropriação de ideias, propostas, projetos ou trabalhos sem identificar o/a autor/a. |
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Intimidação |
Ameaças sistemáticas de despedimento; Ser alvo de situações de stress com o objetivo de provocar descontrolo. |
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Humilhação pessoal |
Humilhação por características físicas, psicológicas ou outras; Divulgação de rumores e comentários maliciosos; Pedir sistematicamente críticas em público; Falar aos gritos, de forma intimidatória; Insinuação de problemas mentais ou familiares. |
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Dimensões |
Indicadores |
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Insinuações sexuais |
Piadas ou comentários, sentidos como ofensa, sobre o seu aspeto ou corpo; Piadas ou comentários ofensivos de carácter sexual. |
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Contacto físico e agressão sexual |
Contactos físicos não desejados (tocar, mexer, agarrar, apalpar, beijar ou tentar beijar); Agressão ou tentativa de agressão sexual. |
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Aliciamento |
Pedidos de favores sexuais associados a promessas de obtenção de emprego ou melhoria das condições de trabalho; Enviar reiteradamente desenhos animados, desenhos, fotografias ou imagens da internet, indesejados e de teor sexual; Realizar telefonemas, enviar cartas, sms ou e-mails indesejados, de carácter sexual. |
Ser vítima de assédio moral ou sexual é uma situação difícil e é importante pedir ajuda. Os sindicatos da FNAM estão disponíveis para dar apoio nestas situações.
Se for vítima de assédio, deve:
Por fim, contacte o seu sindicato da FNAM, que pode dar-lhe apoio e aconselhamento jurídico e sindical, e que será totalmente sigiloso.
Sindicato dos Médicos do Norte:
Telefones: 225 095 095 / 225 090 415 / 912 578 701
E-mail:
Sindicato dos Médicos da Zona Centro:
Telefones: 239 827 737 / 913 626 493
E-mail:
Sindicato dos Médicos da Zona Sul:
Telefones: 213 194 240 / 213 194 244 / 965 605 615
E-mail: