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Saúde do Algarve em Paralisação: Greve com 80% de Adesão Exige Medidas Urgentes

Saúde do Algarve em Paralisação: Greve com 80% de Adesão Exige Medidas Urgentes

Com 80% de adesão, a greve dos profissionais de saúde no Algarve teve um impacto significativo nos hospitais e centros de saúde da região, com cirurgias e consultas suspensas e apenas serviços mínimos garantidos. A ação reivindica um plano urgente de reforço de recursos humanos numa das zonas do país mais afetadas pela escassez de cuidados de saúde.

Os médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde do Algarve uniram-se esta quinta-feira, 7 de agosto de 2025, numa greve regional convocada pelo Sindicato dos Médicos da Zona Sul (SMZS/FNAM), pelo Sindicato dos Enfermeiros de Portugal (SEP) e pelo Sindicato dos Trabalhadores da Função Pública (STFP). A paralisação tem como objetivo exigir condições de trabalho dignas numa das regiões mais pressionadas do país, especialmente durante o verão, quando a população aumenta de forma significativa.

Nos cuidados de saúde primários, a adesão foi total em unidades como a USF Estrela do Mar, em Loulé, a USF Ossónoba e a USF Ria Formosa, ambas em Faro, com impacto também nas cirurgias e consultas hospitalares programadas. A situação crítica de falta de recursos humanos é tal que, em várias unidades, nem os serviços mínimos conseguem ser garantidos em dias normais de funcionamento.

O Sindicato dos Médicos da Zona Sul está ao lado dos utentes e exige soluções concretas para o Algarve. É inaceitável que a resposta continue a assentar no recurso abusivo às horas extraordinárias. É urgente:

  • A revisão imediata dos vencimentos;
  • A implementação de um plano de contratação e fixação de profissionais, com apoios financeiros e habitacionais;
  • O reforço da autonomia da Delegação Regional de Saúde do Algarve.

Sem respostas efetivas por parte do Ministério da Saúde e da Administração da ULS Algarve, serão definidas novas formas de protesto. O direito da população do Algarve a cuidados de saúde de qualidade não pode continuar a ser sacrificado pela falta de investimento humano e estrutural.

Petição em defesa do reconhecimento do estatuto de profissão de desgaste rápido aos médicos