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FNAM manifesta apoio total aos Médicos do Amadora-Sintra

FNAM manifesta apoio total aos Médicos do Amadora-Sintra

A FNAM (Federação Nacional dos Médicos) manifesta a sua total solidariedade com os 19 médicos da equipa dedicada do Serviço de Urgência Geral (SUG) do Unidade Local de Saúde Amadora Sintra (ULSASI), que assinaram uma carta aberta dirigida ao Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde. Neste documento, denunciam a situação insustentável vivida no serviço, agravada pela abertura precipitada do Hospital de Sintra, sem planeamento, nem recursos médicos indispensáveis ao seu funcionamento seguro.

Este documento, assinado de forma clara e corajosa, é um alerta grave e fundamentado sobre a degradação progressiva das condições de trabalho e de segurança clínica num dos Serviços de Urgência mais movimentados do país.

Na carta, os médicos denunciam:

  • Ausência de planeamento e reforço de equipas médicas perante a abertura do novo Hospital de Sintra;
  • Imposição de funções acumuladas, sem consulta prévia, com riscos sérios para a segurança dos doentes;
  • Desestruturação das equipas e perda de continuidade de cuidados, formação e diferenciação técnica;
  • Exclusão dos profissionais das decisões estratégicas, em total desrespeito pela boa prática médica.

Esta situação traduz um cenário de desgaste extremo, desvalorização e risco iminente de ruptura assistencial.

A FNAM considera inaceitável que, em vez de se reforçar e valorizar o trabalho dos médicos, se opte por estratégias de coerção e improviso, pondo em causa a segurança dos utentes e a dignidade da profissão médica.

Aconselhamos todos os médicos da ULSASI a apresentarem escusas de responsabilidade clínica sempre que estiverem perante condições que comprometam a segurança assistencial. É uma ferramenta legal e ética de autoproteção e de defesa dos utentes.

A FNAM responsabiliza diretamente o Primeiro-Ministro Luís Montenegro pela degradação profunda e contínua do Serviço Nacional de Saúde (SNS). A sua governação tem falhado rotundamente no reforço estrutural de recursos humanos, na valorização dos profissionais e no investimento sério e duradouro nos quadros médicos do SNS. Sem médicos, não há cuidados.

Petição em defesa do reconhecimento do estatuto de profissão de desgaste rápido aos médicos