Greve nacional dos médicos na próxima semana


Esgotados todos os mecanismos negociais, é altura de fazer um apelo à participação massiva dos médicos na greve de 10 e 11 de Maio, da qual depende o futuro da sua profissão e a salvaguarda da sua dignidade.
São necessárias soluções para os múltiplos e delicados problemas laborais dos médicos e para travar a degradação e revitalizar do Serviço Nacional de Saúde.

COMUNICADO DA FNAM
O Conselho Nacional da FNAM reunido hoje em Coimbra, aprovou as seguintes conclusões:

1 - Durante largos meses, as organizações sindicais médicas participaram em múltiplas reuniões negociais com o Ministério da Saúde que não se traduziram em resultados concretos por responsabilidade exclusiva da delegação ministerial.

2 - Foram esgotados todos os mecanismos negociais e a delegação ministerial nas últimas duas reuniões, negando as suas próprias propostas escritas anteriores, impediu qualquer base de entendimento e apostou, claramente, numa situação de conflito aberto.

3 - A única alternativa que se colocou foi o recurso ao mecanismo constitucional da Greve para defender soluções para os múltiplos e delicados problemas laborais dos médicos e, simultaneamente, exigir a revitalização do funcionamento do SNS (Serviço Nacional de Saúde) cujas condições de trabalho e capacidade de resposta se têm degradado de forma acentuada.

4 - Fazer um apelo à participação massiva dos médicos, da qual depende o futuro da sua profissão e a salvaguarda da sua dignidade.

5 - Fazer um apelo à compreensão dos cidadãos para esta Greve que irá decorrer na 4.ª e 5.ª feira (10 e 11) da próxima semana, na certeza de que grande parte das suas reivindicações se referem à exigência de um melhor SNS.

6 - Reafirmar que se o Ministério da Saúde persistir na sua recusa ao diálogo e à negociação efectiva, a FNAM não hesitará em retomar as formas de luta legais ao seu alcance e não irá tolerar mais boicotes negociais.

 

Coimbra, 6 de Maio de 2017

O Conselho Nacional da FNAM

 
 
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