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NOTA DE
LEITURA
Hospitais – fundação
ameaçam o futuro do N.H.S.
(Serviço Nacional de Saúde)
A Unison divulgou no seu site uma notícia (19/02/2003)
sobre os chamados hospitais-fundação (www.unison.org.uk/news/news_view.asp?did=661).
Esta designação
refere-se ao mesmo tipo de enquadramento legal que levou
à recente criação dos “hospitais
S.A.” no nosso país.
Segundo a Comissão
Especial de Inquérito da Saúde, constituída
por deputados do Parlamento britânico, os hospitais-fundação
“ameaçam conduzir o sector privado profundamente
para o coração do NHS”.
Sob os planos governamentais,
cerca de 12 hospitais serão escolhidos para ficarem
libertos do controlo governamental em Abril de 2004, numa
medida que o secretário da saúde, Alan Milburn
chamou “o espírito do serviço público
empresarial”.
Entre a longa lista de
preocupações, o estabelecimento dos hospitais-fundação
conduzirá a 2 classes de serviços de saúde,
reforçando as iniquidades na distribuição
dos cuidados de saúde.
O secretário-geral
da Unison, Dave Prentis, afirmou que “através da
reintrodução do mercado interno no NHS o
governo está condenado a repetir os erros do passado
conservador”. E “quando as companhias privadas tiverem
o controlo total na prestação dos cuidados
de saúde, os custos irão disparar e as reais
opções dos doentes desaparecerão.
Os lucros irão competir com as necessidades e os
cuidados de saúde serão uma lotaria decidida
a nível local”.
Como se pode verificar
facilmente por esta notícia, o Governo português
continua a “importar” um modelo que suscita críticas
contundentes em países como a Grã-Bretanha
e cujos resultados práticos desmentem toda a propaganda
inicial que pretendem justificar as medidas adoptadas.
Mário Jorge Neves
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