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FNAM defende cuidados de Medicina Geral e Familiar de Qualidade

As recentes contratações por parte do Ministério da Saúde de médicos sem a especialidade de Medicina Geral e Familiar para exercerem nos Centros de Saúde as funções de especialistas, representa para a FNAM um retrocesso inaceitável na qualificação mínima exigida para se exercer medicina nos Centros de Saúde.

A FNAM considera que todo e qualquer cuidado médico prestado em Portugal, seja nos Centros de Saúde ou nos Hospitais, deve ser exercido por médicos especialistas, formados ou não em Portugal e reconhecidos pela Ordem dos Médicos, sem o que considera estar comprometida a qualidade e segurança dos actos médicos em questão.

Ao mesmo tempo, as remunerações oferecidas aos médicos contratados, além-fronteiras pelo Ministério da Saúde, revelam-se superiores às garantidas a muitos dos jovens especialistas em Medicina Geral e Familiar, formados em Portugal. Essa disparidade desilude obrigatoriamente os jovens especialistas e é mais um motivo de descontentamento contribuindo para a desmotivação e para abandono do SNS.

Quem não se sente, não é filho de boa gente, e os jovens médicos não fogem a essa regra após terem tido que ultrapassar todas as provas públicas que se lhes colocaram no caminho no decorrer de toda a sua formação especializada.

É opinião da FNAM, que na especialidade de Medicina Geral e Familiar as referidas contratações são fruto da má gestão e políticas erradas dos consecutivos ministérios da Saúde e do Governo, que limitaram a formação, em relação às condições de aposentação, levando muitos médicos a reformarem-se antecipadamente e outros para o exercício da medicina privada, dispendendo depois recursos dos contribuintes em montante superior para as referidas contratações.

A solução do problema passa, no momento, como a FNAM defendeu na altura, pela contratação dos médicos especialistas em medicina geral e familiar que se aposentaram, pela colocação célere dos jovens especialistas, pelo pagamento do aumento voluntário das listas de utentes e em termos estruturais mais investimento na formação de jovens médicos de família e na Reforma dos CSP.

A FNAM sempre esteve e manter-se-á firme na defesa da qualidade dos serviços médicos prestados em Portugal e do reforço qualitativo dos CSP.

 
 

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