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FNAM quer impedir cortes salariais com providências
cautelares
Os três sindicatos que compõem a
Federação Nacional dos Médicos (Fnam) vão juntar-se e apresentar providências
cautelares para travar a redução de salários na Administração Pública imposta
pelo Governo. «Até amanhã [dia 6], o mais tardar sexta-feira [dia 7], serão
impostas as providências cautelares que estão a ser ultimadas pelos nossos
gabinetes jurídicos», disse ao «TM» Sérgio Esperança, presidente da Fnam.
O
sindicalista explicou que esta é a hipótese que os juristas dos sindicatos vêem
com «alguma viabilidade» para impedir os cortes salariais, que vão desde os 3,5%
aos 10% para quem ganhe mais de 1500 euros na Administração Pública e no sector
empresarial do Estado.
Sérgio Esperança frisou que os sindicatos estão
«extremamente preocupados com a situação actual» da gestão do SNS. Em primeiro
lugar porque estes cortes salariais impulsionarão a «saída de inúmeros médicos»
para a aposentação e, depois, porque os sindicatos vêem no Ministério da Saúde
«pouca intenção em avançar para soluções». E essas soluções passariam pela
discussão dos anexos do Acordo Colectivo de Trabalho, cujo «arrastar das
negociações não augura nada de muito positivo a curto prazo», explicou o
sindicalista.
A Fnam e o SIM tinham uma reunião com a tutela marcada
para o passado dia 5 para discutir os concursos, a avaliação de desempenho e as
grelhas salariais, mas esta foi adiada para dia 14 de Janeiro.
Em
reacção às intenções de vários sindicatos que anunciaram a intenção de interpor
providências cautelares para impedir a redução salarial dos trabalhadores da
Função Pública, a tutela aprovou, no Conselho de Ministros do dia 6, uma
deliberação a mandatar a Presidência do Conselho de Ministros e o Ministério das
Finanças e da Administração Pública «para, em articulação com os ministérios
sectoriais relevantes, promoverem, de forma coordenada, as iniciativas
processuais adequadas à defesa do interesse público em quaisquer procedimentos
judiciais destinados a impedir a normal execução da Lei do Orçamento de Estado
para 2011».
No dia anterior, o Público já tinha noticiado que o
Governo pediu um parecer ao constitucionalista Jorge Miranda que terá concluído
que a redução salarial não fere o texto fundamental da Constituição.
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