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Exmo. Senhor Director da Revista Sábado

 

Na edição de 17.04.2008 da Revista que V. Ex.ª dirige, foi publicado uma notícia com o título “Luis Pisco em guerra aberta contra os tachos” e com o sub-título de “o coordenador da Unidade Missão para os Cuidados Primários recusou atribuir “quota de nomeações” a um sindicato médico”. 

Tendo em conta que no conteúdo desta notícia o meu nome é citado com a atribuição de uma afirmação e são feitas referências à organização sindical médica a que presido, venho informar V. Ex.ª das seguintes questões: 

1.      No dia 15.04.2008, durante a tarde, fui objecto de insistentes tentativas de contacto por parte de um dos jornalistas que assina a notícia, Luis Filipe.

2.      Quando foi possível atender o telemóvel, o citado jornalista referiu que gostava de recolher a minha opinião sobre o que se estava a passar na Missão dos Cuidados de Saúde Primários a nível da exigência de quotas de nomeação e de lutas pelo poder.

Respondi-lhe que era a primeira vez que ouvia tais referências a quotas e perguntei-lhe que quotas eram essas e a quem se destinavam.

O jornalista não conseguiu explicar-me o fundamento da sua pergunta e até confessou que não sabia muito bem os pormenores relativos à referida questão.

3.   Referi-lhe ainda, no decurso da curta conversa, que não entendia o real objectivo do assunto que me tinha colocado, dado que as nomeações serão propostas pelas ARS (Administrações Regionais de Saúde).

4.   O texto da notícia cita uma curta declaração minha como pretensa resposta a uma pergunta formulada.

Nunca o jornalista em causa me colocou qualquer pergunta relativa a terem sido exigidas quotas.

A construção do parágrafo é, pois, característica de uma forma de clara manipulação informativa e encerra uma grave insinuação.

Importa, inclusive, acrescentar que informei o jornalista que as nomeações já efectuada, há vários meses, pelas ARS tinham violado uma Resolução do Conselho de Ministros emitida o ano passado e que estabelece a necessidade de previamente serem definidos os perfis para os cargos de nomeação.

5.      Noutro parágrafo da notícia é feita a afirmação que “A Sábado sabe que o verdadeiro motivo… estará relacionado com a tentativa de elementos afectos à Federação Nacional dos Médicos de impor… quotas de nomeações para as centenas de lugares…”. 

Assume particular gravidade que este parágrafo seja iniciado com a afirmação peremptória de que a revista “Sábado sabe”.

Esta afirmação caluniosa exige um imediato esclarecimento dos jornalistas que a produzem. 

Assim, venho solicitar em meu nome pessoal e em nome da Federação Nacional dos Médicos a publicação, ao abrigo do direito de resposta, deste esclarecimento, ficando também a aguardar pelo esclarecimento das afirmações caluniosas e ignóbeis produzidas na notícia.

 

Com os nossos melhores cumprimentos,

  

P`Comissão Executiva

Mário Jorge dos Santos Neves

 

Lisboa, 18 de Abril de 2008

 
 

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