

Exma. Sra.
Ministra da Saúde
Av. João Crisóstomo, 9
1049-062 Lisboa
Lisboa, 14 de Fevereiro de
2008
Ref.ª SJ/19/MJ/LB
Assunto:
Nomeações de directores para Agrupamentos de Centros de
Saúde por parte da ARSLVT
Exma. Senhora Ministra
A 09/01/2008, enviámos ao
anterior titular ministerial uma carta (cópia anexa) relativa à situação criada
num dos centros de saúde por uma indigitada directora de um futuro agrupamento
de centros de saúde.
Referimos alguns dos factos
graves aí verificados e apelámos à rápida correcção da situação existente.
Não fizemos referência a
quaisquer nomes pessoais ou de instituições porque sendo os factos conhecidos
não pretendíamos personalizar a abordagem desta grave situação.
Apesar de termos enviado a
referida carta e de, posteriormente, a termos divulgado publicamente, não foram
tomadas quaisquer medidas.
Mais recentemente, e perante a
total impunidade de actuação que lhe é facultada, a referida directora
indigitada abordou elementos de uma USF do Concelho de Cascais, tendo afirmado
que os horários das USF eram da sua responsabilidade e que a Missão dos Cuidados
de Saúde Primários “não manda nada”.
Estamos perante atitudes de
gravidade acrescida que comportam tentativas claras de subversão da legislação
em vigor.
Torna-se já escandaloso que o
Conselho de Administração da ARS de Lisboa e Vale do Tejo tenha conhecimento
directo destas afirmações há cerca de 2 semanas e mantenha nessas funções a
pessoa em causa.
Sendo a Reforma dos Cuidados
de Saúde Primários apresentada pelo Governo e Ministério da Saúde como a grande
prioridade de intervenção no
sector da Saúde, como entender a manutenção em funções de pessoas com um
comportamento de sabotagem da própria reforma?
Qual a credibilidade que
suscita esta aposta governamental na reforma quando se assiste a uma
inexplicável passividade perante factos de tal gravidade?
Naturalmente que temos de
adoptar, a curto prazo, as adequadas medidas de intervenção sindical.
Perante o que acabámos de
expor, vimos solicitar a urgente intervenção de V. Ex.ª na correcção da
situação.
Aguardando resposta,
subscrevemo-nos com os melhores cumprimentos,
P`la Direcção
O Presidente
Mário Jorge dos Santos Neves