Entrevista:
Mário Jorge
Carreiras médicas: 2008
vai ser um ano decisivo
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Adelaide Oliveira
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06-12-2007 |

A partir de 1 de Janeiro, estará aberto o período de
negociação das carreiras médicas. Mário Jorge, presidente da
Federação Nacional dos Médicos (FNAM) afirma que os médicos
vão ser confrontados com um processo decisivo em que se joga
a estabilidade laboral, contratual e a existência de
mecanismos que continuem a permitir que as carreiras sejam
um instrumento de garantia da qualidade do exercício da
profissão médica. ”Se conseguirmos que as carreiras médicas
registem um novo impulso e que os médicos com contratos
individuais de trabalho passem a dispor de um enquadramento
da carreira que lhes permita, de facto, o seu normal
desenvolvimento e progressão – técnica, científica e
remuneratória – a negociação terá atingido parte dos seus
objectivos. Mas se existir, da parte do Ministério da Saúde,
a tentativa – como tantas vezes aflora – de procurar
limitar, desarticular ou até destruir as carreiras médicas,
então estaremos perante um retrocesso de mais de 60 anos com
enormes implicações quanto à qualidade dos cuidados médicos
que são prestados à população“, avisa o dirigente sindical.
Jornal Médico de Família - A greve de 30 de Novembro é um
prelúdio da luta pelas carreiras médicas, cuja negociação
poderá começar já em Janeiro?
Mário Jorge
– A greve do dia 30 de Novembro resultou das medidas
governamentais – algumas das quais já foram aplicadas e
outras estão ainda em desenvolvimento – que, nalguns casos,
afectam até direitos constitucionais adquiridos. Nesta greve
colocaram-se questões que são transversais a todos os
sectores da Administração Pública. Os médicos, tal como os
outros sectores profissionais, têm a sua progressão nos
escalões salariais bloqueada desde há três ou quatro anos e
também foram atingidos pelas alterações impostas pelo
Governo sobre o regime de reformas e aposentações.
Sempre que as greves da Administração Pública são convocadas
na base de problemas comuns que atingem todos os sectores
profissionais, a FNAM acompanha essa forma de luta porque os
médicos, naturalmente, não estão numa situação aparte. São
também alvo dessas medidas penalizadoras.
Em 30 de Novembro verificou-se uma ampla convergência de
todas as organizações sindicais, designadamente das frentes
comuns da Administração Pública. Isso revela o clima geral
de descontentamento que hoje existe e também o repúdio pelas
atitudes antinegociais do Governo. Convoca reuniões para
colocar as organizações sindicais perante factos consumados,
desrespeitando até o quadro legal a que devem obedecer as
negociações e o relacionamento com os sindicatos.
Parecem desenhar-se momentos de grande tensão. O novo ano
está aí e com ele o início das negociações. Prevê que sejam
especialmente duras?
O factor fundamental de maior ou menor agudização dos
conflitos é sempre desencadeado pelo poder político. Tem
sido sempre assim. Estas formas de luta, designadamente ao
nível dos médicos, assentam numa resposta que pretende
contrariar medidas altamente penalizadoras que os sucessivos
ministérios, em determinados contextos, têm tentado aplicar.
A greve do dia 30 de Novembro foi transversal a todos os
sectores da Administração Pública mas os médicos têm
problemas específicos – muitos e graves – que necessitam de
uma abordagem específica. De facto, vamos ser confrontados,
a partir do próximo ano, com um processo decisivo de revisão
do diploma das carreiras médicas e aí coloca-se a questão de
verificar até que ponto o Ministério da Saúde está disposto
a avançar no que diz respeito a uma maior dinamização,
responsabilidade e desenvolvimento das carreiras e da sua
futura aplicação.
Esta é, de facto, uma situação que pode introduzir alguma
tensão. Tudo depende das propostas e dos projectos que o
Ministério apresente, assim como da sua efectiva vontade de
realizar uma negociação séria e transparente.
Porque é que o processo está tão atrasado?
Porque a nova lei só foi aprovada pela Assembleia da
República em Outubro. Ainda nem sequer foi publicada em
Diário da República mas, daquilo que se conhece do seu
conteúdo, o futuro diploma global de revisão das carreiras,
remunerações e vínculos para toda a Administração Pública
vai entrar em vigor a 1 de Janeiro de 2008. De acordo com um
dos seus artigos, no prazo de 180 dias deverão ser
desencadeados e concluídos os processos de revisão das
carreiras especiais, onde se enquadram as carreiras médicas.
Isso significa que o processo de revisão das carreiras e das
remunerações só irá acontecer no primeiro semestre de 2008.
Estas negociações são consideradas decisivas para os
próximos anos e sobretudo, para as gerações mais jovens de
médicos. Porquê?
Porque, fruto da negociação sindical com as frentes
sindicais da Administração Pública, existem pelo menos dois
artigos que consagram claramente a aplicação desta lei aos
contratos individuais de trabalho sem termo. Isso torna
possível a integração no enquadramento das carreiras àqueles
que têm contratos individuais de trabalho sem termo. Este
aspecto é de uma enorme importância porque permite que os
médicos, mesmo com contratos individuais de trabalho, possam
progredir nos patamares de diferenciação da respectiva
carreira médica, em termos de categorias e de graus.
Mas um estudo recente da Comissão de Medicina Geral e
Familiar da FNAM, intitulado
Carreiras médicas: a opinião dos médicos de família,
mostra que os médicos com menos de 35 anos conhecem muito
mal o DL 73/90 e parecem bastante alheados destes problemas.
Isso não representa um problema para as organizações
sindicais, que vão precisar de uma ampla base de apoio no
processo negocial que se avizinha?
Esse é um aspecto muito evidente em todas as iniciativas
sindicais e em debates alargados. Os sectores mais jovens,
além de estarem muito alheados das perspectivas de carácter
profissional a curto prazo, participam muito pouco nas
actividades sindicais e, portanto, na elaboração de
propostas reivindicativas. Esta situação, além de ter
impacto no desenvolvimento e no futuro da actividade
sindical, tem também uma repercussão directa na salvaguarda
e na adequada defesa dos seus próprios interesses pessoais e
profissionais.
As razões deste alheamento não podem ser encaradas apenas
como uma questão geracional. Necessitam de ser objecto de
uma cuidada análise por parte das várias associações médicas
porque revela que não existem fórmulas eficazes de
envolvimento desses médicos, nem mensagens mobilizadoras que
vão ao encontro das suas legítimas expectativas
socioprofissionais.
O que é que vai estar em jogo nas negociações com o
Ministério da Saúde?
A estabilidade laboral, contratual e a existência de
mecanismos que continuem a permitir que as carreiras sejam
um instrumento de garantia da qualidade do exercício da
profissão médica. Se conseguirmos que as carreiras médicas
registem um novo impulso, progridam em mais um patamar de
desenvolvimento e de diferenciação e que, com isso, os
médicos com contratos individuais de trabalho passem a
dispor de um enquadramento da carreira que lhes permita, de
facto, o seu normal desenvolvimento e progressão – técnica,
científica e remuneratória –, a negociação terá atingido
grande parte dos seus objectivos.
Pelo contrário, se existir, da parte do Ministério da Saúde,
a tentativa – como tantas vezes aflora – de procurar
limitar, desarticular ou até destruir as carreiras médicas,
então estaremos perante um retrocesso de mais de 60 anos,
com enormes implicações quanto à qualidade dos cuidados
médicos que são prestados à população.
Estão em jogo questões nucleares. Por um lado, porque se
trata de procurar que as novas gerações de médicos sejam
incorporadas nas carreiras e tenham aqui um mecanismo de
garantia da qualidade do seu exercício profissional, como já
referi. E também é importante para os sectores que, hoje,
fazem parte dos quadros dos hospitais e dos centros de
saúde, porque significa a manutenção de um paradigma de
organização e de estruturação do trabalho médico que tem
dado resultados inquestionáveis no funcionamento do próprio
sistema de saúde português.
Há sete anos, a Organização Mundial da Saúde colocou
Portugal em 12º lugar na classificação mundial dos sistemas
de saúde. Ora, é preciso não esquecer que o índice de
desempenho global de um sistema de saúde está intimamente
associado ao desempenho dos seus profissionais. E isso,
quanto a nós, vem confirmar que se não tivéssemos um sistema
de carreiras há dezenas de anos, o nosso sistema de saúde
nunca teria atingido esses patamares de desempenho e de
qualidade.
O sistema de carreiras médicas português é considerado como
um dos mais avançados a nível internacional. O que é que o
diferencia dos outros países desenvolvidos?
Só para ter uma ideia, o primeiro decreto-lei formal das
carreiras médicas – o DL 310/82 – surgiu em 1982. Foi
negociado pelos três sindicatos regionais que, hoje,
integram a FNAM. O seu aspecto mais inovador consistiu na
consagração da carreira de Clínica Geral como uma carreira
estruturada e com premissas de desenvolvimento a par daquilo
que de mais actual se fazia a nível internacional.
Em comparação, países mais desenvolvidos e até com tradições
de carácter social muito maiores, como a Finlândia, só o
faria em 1990, tendo-se baseado, inclusivamente, no nosso
sistema.
A introdução desses factores inovadores ao nível do trabalho
médico permitiram-nos, com parcos recursos económicos e até
humanos, atingir patamares de desempenho global do sistema
de saúde muito superiores a países que aplicam verbas
astronómicas na saúde, como é o caso dos Estados Unidos, que
surge em 37º lugar na classificação mundial dos sistemas de
saúde da Organização Mundial da Saúde, da Alemanha, que
ocupa a 27ª posição e da Grã-Bretanha, que aparece em 24º
lugar.
Diz que as próximas negociações são cruciais, sobretudo para
os médicos que estão a começar a carreira. E não poderão
afectar também grandemente aqueles que já são chefes de
serviços ou assistentes graduados?
Esse é um ponto nevrálgico. Há uns anos atrás, quando se ia
discutir aos locais de trabalho – hospitais e centros de
saúde – determinados problemas com que os médicos se
defrontavam, com alguma frequência os médicos mais velhos
diziam que, efectivamente, as questões eram importantes mas
já não lhes diziam respeito porque, como chefes de serviço
ou assistentes graduados, não os afectavam grandemente.
Procurámos sempre alterar essa postura e quando, no ano
passado, foram adoptadas medidas com efeitos retroactivos
que levaram, por exemplo, à introdução de mecanismos
extremamente penalizadores nas reformas, verificou-se que,
tal como tínhamos vindo a alertar, a questão dos direitos
adquiridos é uma situação movediça. Basta que a legislação
elaborada, adoptada e publicada por um governo vá ao ponto
de modificar todo o enquadramento para atingir todos por
igual.
Há ainda outro aspecto importante: de acordo com a lei
aprovada na Assembleia da República relativa à revisão das
carreiras, remunerações e vínculos para toda a Administração
Pública, deixa de existir a garantia de vínculo. Os quadros
de pessoal desaparecem e passam a existir mapas de pessoal,
aferidos anualmente em função das disponibilidades
orçamentais de cada instituição e de cada serviço. Para
despedir uma pessoa basta que o órgão de gestão invoque a
mera extinção do posto de trabalho. Isso significa que,
mesmo para médicos que, hoje, são chefes de serviço e estão
quase a atingir os pressupostos legais da aposentação, a
legislação que surgir ser-lhes-á aplicada igualmente,
podendo mudar completamente as regras do jogo e penalizá-los
de forma brutal em tudo aquilo que eram considerados
direitos adquiridos.
Numa revisão das carreiras médicas e tendo em conta o actual
enquadramento global para toda a Administração Pública,
estão todos no mesmo barco.
Quer os sectores mais jovens, com contratos individuais de
trabalho e que ainda não se encontram inseridos na carreira,
quer os chefes de serviço que estão prestes a atingir a
idade de reforma.
À partida, isso deve ser um factor potenciador de uma maior
disponibilidade e sentido de solidariedade entre todos os
médicos para convergirem no apoio reivindicativo às
estruturas que vão estar sentadas à mesa de negociações com
o Governo. Repare-se que não vamos apenas discutir com o
Ministério da Saúde mas também com a Secretaria de Estado da
Administração Pública e com o Ministério das Finanças porque
também se coloca a questão das remunerações.
A perspectiva de que com o mal dos
outros posso eu bem, não tem aqui nenhuma aplicação
prática nem realista. Estamos todos sujeitos às mesmas
penalizações.
Naturalmente que o apoio, por parte dos médicos, às
propostas e às reivindicações que as organizações sindicais
médicas vão apresentar durante o processo negocial, será
decisivo. Se as organizações não tiverem, atrás de si, a
força que advém do conjunto dos médicos, a sua força
negocial estará mais debilitada. Nesse sentido, a FNAM vai
desencadear, a curto prazo, um conjunto de iniciativas de
discussão com os médicos nos locais de trabalho ou em
espaços de debate que permitam agregar mais pessoas numa
mesma reunião, que visam uma discussão aberta na perspectiva
de recolher contributos e propostas concretas que nos
possibilitem formular, de forma mais realista e
fundamentada, os documentos reivindicativos que iremos
negociar.
Qual é a matéria mais complexa ou onde são encontradas
maiores dificuldades em termos de elaboração de propostas?
É, sobretudo, em termos da grelha remuneratória, na medida
em que há um conjunto de disposições enquadradoras que
aparecem nessa lei global aprovada pela Assembleia da
República que necessitam de um novo tipo de abordagem.
Existem ainda outras matérias como, por exemplo, a
existência, para além do ordenado base – que deriva da
categoria profissional – de incentivos, um pouco à
semelhança daquilo que se foi organizando e estruturando e
que é já uma realidade ao nível das unidades de saúde
familiar.
No que diz respeito à carreira hospitalar e à Saúde Pública
também se vai colocar essa questão. A FNAM defende que esses
incentivos devem obedecer a regras objectivas e
transparentes, não deixando essa decisão ao poder
discricionário de directores de serviço, de órgãos de gestão
hospitalar ou até dos centros de saúde, para não chegarmos a
um quadro de subversão deste princípio e de favorecimento
adicional, no plano salarial, das clientelas ou do
grupo de amigos.
Não é uma discussão fácil e daí o facto de estar um pouco
mais atrasada a nível da nossa reflexão interna. Em relação
às outras questões, temos um quadro de referências
reivindicativas e de propostas gerais mais ou menos
definido, como se verificou na última reunião do Conselho
Nacional da FNAM.
Segundo o estudo da Comissão de MGF da FNAM, a maioria dos
médicos de família estão de acordo com a remuneração ligada
ao desempenho e com as actuais graus e categorias. Existe
alguma coincidência com os resultados de outro inquérito,
também realizado pela FNAM, dirigido aos médicos que
integram a carreira hospitalar?
Há três ou quatro anos, os três sindicatos que integram a
FNAM realizaram um inquérito padronizado aos respectivos
sócios da carreira hospitalar. Curiosamente, os dados são
muito sobreponíveis aos do estudo da Comissão de MGF da FNAM.
Maioritariamente, as pessoas concordam com o actual
enquadramento de graus e categorias e com a questão dos
incentivos.
As unidades de saúde familiar avançam já nessa perspectiva,
com um quadro legal consolidado em termos de publicação. A
nível hospitalar tem que haver uma adaptação desta filosofia
base que, na nossa opinião, passa por recuperar a ideia dos
centros de responsabilidade integrados e, de uma forma
objectiva e transparente, encontrar parâmetros e indicadores
que permitam que esses incentivos sejam rigorosos e não
dependam da arbitrariedade dos directores de serviço ou dos
conselhos de administração.
Na carreira de Saúde Pública, pela sua especificidade, os
aspectos susceptíveis de entrarem nestes incentivos são
menores mas a FNAM considera que, por exemplo, o exercício
das funções de Autoridade de Saúde têm que ser objecto de
uma remuneração adicional porque coloca os médicos nomeados
para essas funções num quadro de trabalho, penosidade e
risco acrescidos.
Ou seja, o nosso quadro de reflexão nesta matéria tem
necessariamente em conta os aspectos específicos que se
colocam a cada uma das carreiras.
Mas as propostas da FNAM não dizem respeito apenas às
carreiras de Clínica Geral, hospitalar ou de Saúde Pública.
Quais são as novidades que pretendem introduzir
relativamente à Medicina Legal e à Medicina do Trabalho?
Apesar de ser uma carreira médica estruturada, a Medicina
Legal não faz parte do diploma que agrega as outras
carreiras porque está sob a tutela do Ministério da Justiça.
A proposta da FNAM é que o futuro diploma das carreiras
agregue, para além das três actuais – referidas no DL 73/90
– a de Medicina Legal.
Advogamos ainda a criação de uma quinta carreira: Medicina
do Trabalho, com os seus graus e categorias para os médicos
poderem progredir, diferenciar-se e adquirir, através dessa
via, uma melhoria contínua da qualidade do seu próprio
desempenho profissional.
E que novas propostas vão apresentar relativamente à
carreira de Clínica Geral?
Advogamos a mudança da designação de carreira de Clínica
Geral para Medicina Geral e Familiar porque consideramos que
a experiência adquirida desde 1982 torna muito mais adequada
esta designação.
É fundamental que a nova terminologia fique consagrada no
diploma das carreiras porque o médico de família é um
especialista com formação diferenciada, em pé de igualdade
com a carreira Hospitalar ou de Saúde Pública. À luz da
própria terminologia que prevalece internacionalmente,
devemos verter no futuro diploma das carreiras esta
alteração da designação.
Quais são as propostas da FNAM em termos de graus e
carreiras?
Defendemos que deve haver uma matriz única. Ou seja,
independentemente de se poderem adoptar medidas que vão ao
encontro da especificidade das diversas carreiras, no
essencial, a matriz deve ser coincidente.
Como ponto de partida para a discussão e reflexão mais
alargada com os sócios e com os médicos em geral,
consideramos que o actual esquema de graus e categorias
responde perfeitamente à realidade laboral e organizativa do
trabalho médico. Não vemos grandes possibilidades de
alteração, até porque não basta criar categorias. Têm que
ter os respectivos conteúdos funcionais bem definidos e a
nova lei aprovada na Assembleia da República vem ainda
reforçar mais esse imperativo.
A FNAM tem estado a discutir essa questão com o Conselho
Executivo da Ordem dos Médicos porque defendemos que, no que
diz respeito às componentes técnicas e à definição dos
conteúdos funcionais, a Ordem dos Médicos tem uma palavra
importante a dizer, embora sejam as organizações sindicais a
assumir a negociação.
Não chegámos ainda a nenhuma conclusão. É óbvio que estas
reuniões não são vinculativas para nenhuma das organizações
mas aquilo que tem transparecido das três reuniões que já
foram efectuadas é uma vontade conjunta de procurar
consensualizar uma redacção final que sirva de base à futura
negociação sindical.
Nas negociações, o que é que a FNAM jamais admitiria?
A destruição das carreiras médicas. Essa questão, para a
FNAM, é sagrada.