GREVE DE TODA A ADMINISTRAÇÃO
PÚBLICA
A 6 DE JULHO (5.ªF)
Estimado(a)
colega:
O Governo
apresentou projectos de diplomas que integram no seu conteúdo múltiplas
medidas gravosas, nomeadamente:
·
A
transferência, a permuta, a requisição e o destacamento dos funcionários
sem o seu consentimento.
·
A
“desvinculação” (despedimento) forçada.
·
A
chamada “licença extraordinária forçada”, com o pagamento de pequenas
indemnizações a prestações.
·
A
redução dos vencimentos e das pensões de aposentação.
·
Os
funcionários dos serviços que forem extintos e que não consigam a prévia
transferência para outros serviços, serão colocados no quadro de
supranumerários, agora apelidado de “situação especial de mobilidade”.
·
Os
funcionários colocados na “situação especial de mobilidade” ficam
sujeitos a uma inactividade que passa por 3 fases:
ü
Fase de transição, com a duração de 2 meses, em que o funcionário recebe
o vencimento.
ü
Fase de requalificação, em que o funcionário recebe 5/6 do seu
vencimento (83%), com a correspondente redução da pensão de aposentação.
ü
Fase de compensação, em que o funcionário recebe apenas 4/6 do seu
vencimento (66%), com a correspondente redução da pensão de aposentação.
·
Os
funcionários que não aceitem esta “situação especial de mobilidade” são
objecto da seguinte medida:
ü
Têm direito a apenas 12 meses de vencimento no ano (sem subsídio de
férias e 13.º mês).
Estes
vencimentos seriam iguais, nos primeiros 5 anos, a 70% do vencimento
reduzido que já estavam a receber.
Nos segundos 5
anos seriam iguais a 60% e a partir do 10.º ano iguais a 50%.
·
Os
funcionários que estão contratados a “recibo verde” ou à tarefa serão
todos “dispensados” até final deste ano (2006)
A indiscutível
gravidade destas medidas é tão evidente que determinou que a Frente
Comum dos Sindicatos da Administração Pública, a FESAP (UGT) e o
Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado tenham, decidido convergir na
marcação deste dia de greve.
Estas medidas
abrangem todos os sectores profissionais da Administração Pública,
incluindo, naturalmente, os médicos.
No actual
momento, em que estão em desenvolvimento medidas do Ministério da Saúde
visando encerrar serviços hospitalares e extensões dos centros de saúde,
estes projectos de diplomas governamentais têm como objectivo, no caso
dos médicos, eliminar as actuais disposições legais e garantir todas as
arbitrariedades no desmantelamento dos serviços de saúde, deslocando
estes profissionais conforme as conveniências circunstanciais e
clientelares.
Assim,
fazemos-lhe o apelo de divulgar amplamente esta carta aos colegas no seu
local de trabalho, de modo a tomarem conhecimento das graves medidas em
preparação e poderem aderir a esta greve no dia 6/7.
P´la Comissão
Executiva
29/06/2006