FNAM APLAUDE ESCOLHA DE LUÍS
PISCO PARA COORDENADOR DA UNIDADE DE MISSÃO DOS CUIDADOS DE SAÚDE PRIMÁRIOS
Após longos anos de indecisões, decisões
erradas e equívocos que não mais lograram alcançar que a (quase) destruição
dos Cuidados de Saúde Primários (CSP), eis que surge uma luz ao fundo do
túnel.
Depois da acertada decisão em criar um grupo
técnico para elaborar um documento de trabalho sobre a reestruturação dos
CSP, o Ministro da Saúde voltou a surpreender, pela positiva, ao aceitar a
proposta do Grupo Técnico de criar uma Unidade de Missão para apoiar e
desenvolver a Reforma dos CSP. E a surpresa não ficou por aqui. Não foi um
qualquer ex-ministro, secretário de Estado ou
boy a ficar à frente dos destinos de tão
importante organismo mas alguém que tem capacidade demonstrada de mobilizar
as energias necessárias e o talento dos profissionais de saúde, tendo em
vista a implementação das medidas necessárias à reorganização dos CSP.
Obviamente que falamos de Luís Pisco, actual presidente da APMCG e do IQS,
de quem a FNAM espera se mantenha fiel às ideias que sempre defendeu e pelas
quais tanto lutou.
Um roteiro e uma Provedoria
para a Reforma dos CSP?
A Unidade de Missão a que o Médico de Família
irá presidir pretende conduzir o processo global de lançamento, coordenação
e acompanhamento da estratégia de reconfiguração dos Centros de Saúde e
implementação das USF’s, criando um “roteiro das USF’s” a ser seguido desde
as fases de concepção e criação, até às orientações sobre recursos humanos,
formação e incentivos, passando pela articulação com outras unidades
prestadoras de cuidados de saúde.
Além disso, a Unidade de Missão deve
desempenhar funções de natureza avaliadora, reguladora de conflitos e de
apoio efectivo às candidaturas das USF.
Desde já fazemos votos para que estas
importantes funções sejam adequadamente desempenhadas, de modo a não
assistirmos a mais uma oportunidade perdida na revitalização destas
insubstituíveis unidades de saúde.
Posição de princípio da FNAM
A FNAM, que se tem empenhado através de
múltiplas iniciativas na defesa dos Centros de Saúde e de uma correcta
política de Cuidados de Saúde Primários, estará inteiramente disponível para
colaborar numa verdadeira reforma deste sector, na base de uma intervenção
construtiva e tecnicamente sustentada.
Em circunstância alguma estaremos dispostos a
caucionar medidas descaracterizadoras do papel dos Centros de Saúde.
Consideramos ainda que a situação existente
nestas unidades não se compadece com mais adiamentos na adopção das medidas
adequadas à sua revitalização.
Coimbra, 1/9/2005
A Comissão Executiva da FNAM