O SMZS E SIM na defesa da contratação colectiva

Após um prolongado processo negocial entre os Sindicatos Médicos e o Sindicato dos Bancários do Sul e Ilhas (SBSI), envolvendo negociações diretas, e processos de conciliação e mediação na Direção Geral do Emprego e das Relações de Trabalho, foi possível concluir não haver da parte do SBSI qualquer interesse negocial, dando nota de que há muito se esqueceu de que é um sindicato e como tal deveria ser o primeiro a dar o exemplo de respeito pelos seus trabalhadores.

Para cumulo, o SBSI demonstrou o seu profundo desrespeito pela contratação coletiva e sem quaisquer escrúpulos, em ofício de 14 de Novembro de 2016 informou os Sindicatos Médicos que tinha apresentado ao Ministério do Trabalho requerimento de declaração de caducidade do Acordo de Empresa (AE) dos Médicos do SAMS.

Sindicato dos Médicos do Norte (FNAM) exige a anulação de cláusula contratual ilegal violadora dos ACT contida num concurso aberto pela ULS de Matosinhos

Ler carta do SMN ao Presidente do Conselho de Administração Unidade Local de Saúde de Matosinhos, E.P.E

Sindicato dos Médicos da Zona Sul apresentou denúncia ao Ministério Público, à Inspeção-Geral das Atividades em Saúde e à Entidade Reguladora da Saúde, contra o Diretor do Serviço de Otorrinolaringologia do Hospital de Santa Maria e os membros do Conselho de Administração do Centro Hospitalar de Lisboa Norte.

LER DOCUMENTO

Em resposta ao pedido da Diretora-geral da Saúde, Dra. Maria da Graça Freitas, a FNAM fez a apreciação dos documentos que lhe foram submetidose para análise e algumas propostas de desenvolvimento para uma eficaz reforma da Saúde Pública em Portugal.
LER CARTA COM ANÁLISE E PROPOSTAS DA FNAM 

A FNAM enviou uma carta à Diretora-geral da Saúde, Dr.a Maria da Graça Freitas, inquirindo sobre possíveis alterações previstas na orientação dos trabalhos da Comissão para a Reforma da Saúde Pública Nacional e disponbilizando-se para uma reunião com a Diretora Geral da Saúde sobre esta matéria.
Recorde-se que os representantes da FNAM, em concertação de posições com as restantes organizações médicas, estão retirados dos trabalhos da Comissão, até estarem reunidas as condições para que aqueles pudessem prosseguir com a qualidade e seriedade necessárias, tal como a FNAM declarou no seu comunicado de 6 de Maio de 2017.
Bernardo Ferrão e Nicolau Santos com: Jorge Simões, Presidente do Conselho Nacional de Saúde; Pedro Pita Barros, Professor Nova School of Business and Economics; Sérgio Branco, Presidente Secção Reg. Sul Ordem Enfermeiros; Mário Jorge Neves, Presidente da Federação Nacional dos Médicos. Tema: O Estado do SNS.

COMUNICADO

 

Greve Médica Nacional 8 de Novembro de 2017

Ao aderirem de uma forma deveras expressiva, hoje, à Greve Nacional convocada pelos sindicatos, os médicos deram ao Governo mais um sinal claro do seu descontentamento e do empenho e determinação em prosseguir na luta pela resolução dos problemas.

Os médicos foram empurrados para este protesto pelo governo, tal como aconteceu na greve nacional de 10 e 11 de maio e nas greves regionais o passado mês de Outubro.

Se a eles juntarmos as muitas centenas de médicos que estão a garantir os serviços mínimos e que concordam com a greve podemos referir com segurança que a adesão foi cerca de 80 a 85%nos Hospitais, adicionando os cerca de 85  90% de adesão a nível dos Cuidados de Saúde Primários, poderemos concluir que estamos perante mais um sério aviso ao Governo.

Os médicos continuam a preocupar-se em primeiro lugar com a qualidade de prestação de cuidados de saúde aos utentes, estando também cansados de serem discriminados negativamente exigindo a reversão de forma faseada de direitos que foram retirados durante a troika e permitindo também uma maior e melhor acessibilidade aos cuidados de saúde dos Portugueses.

Só a intransigência e falta de transparência negocial deste Ministério e deste Governo, fizeram com que estejamos nesta contestação.

Esperamos que o Governo apresente uma contraproposta negocial séria, de forma a evitar mais incómodos aos nossos doentes e a aumentar o descontentamento dos médicos.

A recusa em reverter matérias laborais que não salariais, é uma manifestação de obstinação, falta de entendimento e  uma afronta ao trabalho e dedicação dos médicos do SNS, o que se tem reflectido numa continuada deterioração da qualidade dos serviços de saúde prestados à população.

Foram os médicos que viabilizaram o desenvolvimento do Serviço Nacional de Saúde durante o período da troica e não permitirão que este governo seja o coveiro do SNS.

Dada a falta de resposta Ministério da saúde os médicos:

1 Além das matérias que têm estado em negociação cm o governo, as organizações sindicais médicas exigem que seja estabelecido um calendário negocial para o descongelamento da Carreira Médica e das suas grelhas salariais.

2 – Exigem o estabelecimento imediato de negociações com vista à criação de um estatuto profissional de  desgaste rápido e de risco e penosidade acrescidos.

3 - Anunciam que irão reunir os seus órgãos dirigentes máximos para endurecer as suas formas de luta a empreender a curto prazo;

4- Reafirmam total disponibilidade para chegarem a acordo negocial.

3 – Apelam ao Primeiro-ministro para que conceda audiência solicitada há 6 meses.

Lisboa, 8 de Novembro de 2017 Os Sindicatos Médicos

 TVI 24 - Os sindicatos dos médicos admitem nova greve antes do final do ano. Mário Jorge Neves da Federação Nacional dos médicos, acusou o ministro da Saúde de falta de respeito e falta de vontade negocial.

 TVI 24 - Direto do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra para fazer o ponto da situação da greve dos médicos.
Declarações de Carla Silva, Federação Nacional dos Médicos.

Greve Nacional dos Médicos – 8 de Novembro
Ponto da situação da greve dos médicos ao início da tarde. Declarações de Mário Jorge Neves da Federação Nacional dos Médicos.

Primeiros dados da adesão à Greve Nacional dos Médicos – 8 de Novembro, registados esta manhã:

Região SUL:

- Centro Hospitalar Lisboa Central - Bloco operatório do H são José e Curry Cabral apenas com serviços mínimos;

-Centro Hospitalar Barreiro Montijo - BO encerrado, várias especialidades com serviços mínimos

Região CENTRO

Hospital da Figueira da Foz - BO encerrado, adesão 90%

Várias USFs no Centro com 100% de adesão

A Ordem dos Médicos foi impedida pelo Conselho de Administração do Hospital de Santa Maria de visitar este serviço para contactar os seus médicos especialistas no âmbito do exercício das suas competências legais de avaliação

A Gestão das Listas de Espera e o apagão organizado dos seus números

A denúncia do Tribunal de Contas de que se verificou a“eliminação administrativa de pedidos com elevada antiguidade, falseando os indicadores de desempenho reportados, é particularmente grave e exige explicações de quem autorizou e praticou esses atos.
"O Sindicato dos Médicos da Zona Sul tomou conhecimento que os trabalhadores médicos e não médicos desse estabelecimento hospitalar [Hospital de Cascais] têm vindo a ser interpelados, pelos seus superiores hierárquicos, no sentido de informarem, antecipadamente, se irão ou não aderir à greve nacional de médicos agendada para o próximo dia 8 de novembro."
Os sindicatos dos médicos contabilizaram um impacto na casa dos 80% de adesão à greve nos hospitais e centros de saúde. Os responsáveis fazem um balanço positivo da paralisação.
Declarações de Jorge Roque da Cunha, SIM; Mário Jorge Neves, FNAM.
 RTP 3

O Ministério da Saúde e o governo, através do seu programa, têm o compromisso público de criar 100 novas USF até ao fim do respetivo mandato. Apesar disso, ainda não foi publicado o despacho conjunto do Ministério da Saúde e do Ministério das Finanças que devia prever o número de Unidades de Saúde Familiar (USF) a criar neste ano de 2017 e deveria ter sido publicado até 31 de janeiro. Logo, em 2017, ainda nem uma USF foi criada, comprometendo a meta de 25 novas USF para 2017!

A FNAM saúda a luta da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública e formula votos de um grande êxito na concretização dos seus objectivos.

 
 

COMUNICADO

Tendo em conta a catástrofe decorrente da vaga de incêndios que assola o nosso país e que já provocou dezenas de mortes e de feridos, o Sindicato Independente dos Médicos (SIM) e a Federação Nacional dos Médicos (FNAM) entendem ser seu dever cívico, deontológico e humano adiar a greve dos médicos marcada para esta semana, dia 18 de Outubro, para a Região Centro.
Aproveitam para manifestar a sua activa solidariedade com as famílias atingidas e os sentidos pêsames.
Lisboa, 16 de Outubro de 2017
A Federação Nacional dos Médicos
O Sindicato Independente dos Médicos