Os descansos compensatórios são para cumprir

o descanso compensatório é para compensar o trabalho prestado em horário nocturno bem como aos sábados, domingos e feriados, pelo que tem de se repercutir no horário semanal

As Listas de Utentes dos Médicos de Família e o despudor eleitoralista do Ministério da Saúde

Ao apresentar a intenção de aumentar as listas de utentes para 2.500 utilizadores, o ministério da saúde vem a público fazer mera propaganda política, eleitoralista e demagógica.

Os cidadãos precisam de saber que o Ministério da Saúde está a contratar médicos ainda em formação para tarefas de especialistas.

Custa-nos a acreditar que médicos em formação (...) possam ser aceites para prestar cuidados especializados no âmbito da Cirurgia Geral.

Comunicado da Fnam: "Salários milionários" no SNS?

Um órgão da imprensa escrita publicou na capa mais um título sensacionalista. Desta vez diz respeito a supostos "salários milionários"

A Magia do Eleitoralismo ou a Incompetência e Irresponsabilidade do Ministério da Saúde

Só a proximidade das eleições pode explicar este “acordar” repentino do Ministério da Saúde e da sua ACSS.

As organizações representativas de Médicos (FNAM, SIM, OM, e ANMSP) no seguimento de recomendação do Fórum Médico, decidiram abandonar a Comissão de Reforma da Saúde Pública Nacional criada por Despacho do Ministro da Saúde de 19/09/2016.

Esta tomada de posição conjunta das organizações médicas foi motivada pela forma incorreta como os trabalhos da Comissão vêm sendo conduzidos (o que, oportunamente, motivou denúncias públicas por parte destas estruturas), pela ocultação de informação essencial ao bom andamento dos trabalhos e culminou com o conhecimento da proposta de integração do Instituto Ricardo Jorge (INSA) na Universidade Nova de Lisboa e na Universidade do Porto da sua Delegação do Norte, processo conduzido à margem da Comissão.

Médico

 

A Reforma dos Cuidados de Saúde Primários (CSP), cujos resultados positivos são inquestionáveis e reconhecidos pelos cidadãos e profissionais de saúde, está gravemente ameaçada.

Esses resultados foram e são um contributo fundamental para a sustentabilidade, qualidade, proximidade e eficiência do Serviço Nacional de Saúde e apesar disso, em vez do relançamento da Reforma dos CSP, estamos perante uma completa paralisia, em que não são criadas novas Unidades de Saúde Familiar (USF), em que não há evolução para USF de modelo B, em que crescem as carências e aumentam os obstáculos nas já existentes e em que cada vez mais se degradam as condições de trabalho, nas USF e sobretudo nas Unidades de Cuidados Saúde Personalizados (UCSP).

A paralisia na reforma dos CSP devida à inércia do Ministério da Saúde, tem conduzido à iniquidade e injustiça, quer para os cidadãos quer para os profissionais de saúde! A assimetria mantida de distribuição da reforma a nível nacional priva os cidadãos de melhor acesso e qualidade na saúde e tem gerado insatisfação profunda em todos os profissionais de saúde que não têm tido a possibilidade de obter as condições favoráveis que as USF modelo B exigem e permitem.

A situação actual é insustentável, é geradora de desajustamentos à boa prática clínica e de saúde, com grave prejuízo para os cuidados de saúde aos cidadãos e exaustão dos profissionais.

 

O Ministério da Saúde não cumpre os compromissos do Governo!

O Ministério da Saúde e o governo, através do seu programa, assumiram o compromisso público de criar 100 novas USF até ao fim do respetivo mandato.

Contudo ainda aguardamos o despacho conjunto do MS e das Finanças que deveria ter sido publicado até 31 de janeiro de 2017!

No início de 2018, aprovado o Orçamento de Estado, devia ser claro qual é o investimento nos CSP e, no entanto, isso não acontece.

A FNAM defende a publicação imediata de um despacho que apoie e permita a criação de novas USF e a evolução para modelo B de todas as que têm parecer técnico favorável, contemplando o que devia ter acontecido em 2017 e prevendo o que deve acontecer rapidamente em 2018.

 

Lisboa, 09 de Janeiro de 2018

A Comissão Executiva da FNAM

 

Moção aprovada no X Congresso da FNAM - Ao caos das urgências o governo responde com humor negro

Para que o sector privado e o sector dito social possam crescer é necessário delapidar o património do nosso SNS

De acordo com notícia recente divulgada por um órgão de comunicação social (e que, aliás, pode ser confirmada no Portal da Saúde do MS), há tempos de espera absolutamente escandalosos para consultas de especialidade em diversos hospitais do País.

A FNAM e as "equipas dedicadas ao serviço de urgência"

Torna-se urgente definir uma política nacional das urgências e não repetir a situação surgida ao longo dos últimos anos de serem adoptadas medidas pontuais em resposta à agudização de aspectos de funcionamento destes serviços

A posição da FNAM sobre as Urgências e as chamadas “equipas dedicadas”

A desorientação política e operacional do Ministério da Saúde foi de tal forma evidente que ainda hoje não foram tomadas quaisquer medidas estruturais sobre a Urgência.

Em fim de mandato, Ministério da Saúde tenta iludir promessa eleitoral para a qual não cuidou de criar as condições para o seu cumprimento

Para atribuir um médico de família a cada residente é necessário dispor de mais especialistas desta área no SNS, coisa que o governo descurou e até agravou.

A contratualização com os Cuidados de Saúde Primários (CSP) é assumida pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS) como essencial à «disseminação das boas práticas assistenciais e organizacionais que assegurem elevados níveis de acesso, qualidade e eficiência no SNS». No entanto, nas Unidades Funcionais ainda não há sinais de qualquer processo de negociação de contratualização interna, que deveria ter começado a 15 de Dezembro de 2017, segundo o cronograma constante no documento «Termos de Referência para contratualização de cuidados de saúde no SNS para 2018».

Estamos a menos de um mês da data limite, 28 de Fevereiro de 2018, constante no mesmo documento, para terminar o processo de contratualização interna e externa. Entretanto, a ACSS ainda não publicou os indicadores que deveriam ser atualizados anualmente, após negociação com as ordens profissionais e os sindicatos.

Como espera o Ministério da Saúde terminar algo tão complexo, como, neste caso, a contratualização, quando ainda nem sequer começou o processo a nível das Unidades Funcionais.

Além disso, no Bilhete de Identidade dos Cuidados de Saúde Primários (BI-CSP), parte integrante da página do portal do SNS, tão publicitado recentemente pelo Ministério da Saúde como uma ferramenta essencial à transparência e contratualização, nada consta na área de contratualização!

A atividade dos CSP baseia-se nesta contratualização e a sua inexistência até ao momento levanta graves problemas na organização da atividade assistencial! A responsabilidade desta ineficiência é da ACSS, das Administrações Regionais de Saúde (ARS), dos Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) e, em última análise, do Ministério da Saúde!

1 de Fevereiro de 2018

A Comissão Executiva da FNAM

Carta de Condução

 

A Direção do SMZS/FNAM repudia firmemente a obrigatoriedade da efetivação eletrónica das cartas de condução pelos médicos de Medicina Geral e Familiar (MGF), pois que a sua realização criará um trabalho administrativo suplementar, dentro do horário normal dos médicos, agravando de sobremaneira a sua atividade clínica diária.

Quando as chefias dos Agrupamentos dos Centros de Saúde, Unidades de Cuidados de Saúde Personalizados (UCSP) e Unidades de Saúde Familiar (USF) impõem, cada vez mais, tempos de atendimento de duração limitada aos 15 minutos, os médicos de MGF, que escasseiam na região Sul no atendimento normal nos Cuidados Primários, terão a sua vida infernizada.

Esta atitude administrativista e abusiva gerará conflitos e o agravamento da qualidade assistencial no atendimento dos utentes nas consultas programadas ou de urgência, não respeitando o acordo estabelecido com o Senhor Bastonário da Ordem dos Médicos na criação de um Instituto próprio para a resolução das cartas de condução.

A Direção apela aos seus associados em particular e a todos médicos em geral que se recusem a passar esses atestados no tempo normal de trabalho, envidando todo o apoio jurídico necessário para quem se opuser a tal medida.

Lisboa, 28 de Dezembro 2017

Um exemplo da sanha privatizadora na Saúde

“um dos pilares essenciais dos cuidados prestados pelo Serviço Nacional de Saúde”, acaba entregue “de mão beijada” a uma entidade com fortes interesses, quer
nos cuidados continuados, quer na Medicina Física e de Reabilitação

Uma política de incentivos para a colocação de médicos nas zonas carenciadas que exigia maior ousadia política

A FNAM vem sublinhar que o referido decreto-lei não resultou de qualquer acordo sindical e aproveita para reafirmar o seu empenhamento na elaboração de uma política de incentivos que seja efectiva e direccionada para a cobertura integral da população portuguesa no seu direito constitucional à Saúde

A colocação dos médicos internos nas especialidades: (mais uma) incompetência e falta de respeito que podiam ter sido evitadas.

Devido às inexplicáveis e escandalosas anomalias que se estão a verificar, a FNAM decidiu tomar posição pública

O CD da ARS do Norte parece ter dificuldade em compreender o que é o interesse público

Confunde-se o interesse público, amarfanha-se a responsabilidade social, dilui-se ainda mais o princípio generalista do SNS e rejeitam-se as obrigações éticas e morais de isenção e rigor.

Comunicado da FNAM: As trapalhadas do Ministério da Saúde com os concursos médicos.

a FNAM vê com profunda preocupação a decisão unilateral do Ministério da Saúde, através da ACSS, na atribuição de vagas de formação específica, à revelia das instituições