CARTA
DO MINISTRO DA SAÚDE: DEVOLVAM-NA À PROCEDÊNCIA
No dia 21.02.2003 decorreu em
Coimbra uma reunião da Comissão Nacional
de MGF da FNAM destinada a fazer o acompanhamento e
ponto da situação do processo de luta
contra o dito Decreto-Lei.
Claro que, entre outras coisas, a CARTA aos SENHORES
PROFISSIONAIS MÉDICOS mereceu a nossa atenção.
Pensávamos que este tipo de métodos pertencessem
a um passado mais consentâneo com uma incipiente
cultura democrática, senão mesmo a sua
ausência.
Dispensamo-nos sequer a contra-argumentar o seu conteúdo.
Há meses que o fazemos de uma forma consistente
e fundamentada, avançando propostas e correcções.
O que verdadeiramente nos choca é
a postura autista, demagógica e absolutamente inconsequente
de um ministro que INVIABILIZOU o diálogo, REJEITOU
a negociação com as estruturas representativas
e constitucionalmente reconhecidas, IGNOROU a postura
e disponibilidade construtiva das mesmas, DESPREZOU a
experiência acumulada, e NÃO FOI CAPAZ de
promover uma reflexão serena e fundamentada com
vista à reforma que todos admitem necessária.
O que é verdadeiramente chocante é esta
persistência do Sr. Ministro de Saúde em
insistir na “comunicação” num só
sentido. O SR. MINISTRO QUER SER OUVIDO MAS NÃO
TEM DISPONIBILIDADE PARA OUVIR. Não ouve os profissionais
de saúde, não ouve os cidadãos que
aqui e ali vão fazendo ouvir as suas opiniões,
não ouve recomendações de insuspeitos
e reconhecidos fóruns internacionais, não
ouve sequer as vozes de personalidades de referência
nas políticas de saúde, algumas delas oriundas
das áreas políticas que suportam o governo
a que pertence.
A carta endossada pelo Sr. Ministro da
Saúde aos médicos de família portugueses
constitui pois, no presente contexto, uma afronta intolerável.
Nesse sentido, para quem apenas admite a comunicação
num só sentido a resposta só pode ser uma:
?DEVOLVERMOS A CARTA À PROCEDÊNCIA
Vamos a isto ?
A ideia é passar a palavra ao maior número
possível de colegas. A quem já mandou a
carta para o lixo (o que prova uma preocupação
higiénica digna de apreço) recomenda-se
que envie uma fotocópia.
Para termos mais impacto conviria que as cartas seguissem
concentradas num ou dois dias. Propomos pois que sejam
colocadas nos postos dos CTT nas próximas 6ª
feira e 2ª. Feira.
Segue em anexo cópia do MANIFESTO NACIONAL “Em
defesa dos Centros de Saúde e da Medicina Geral
e Familiar” que deverá ser assinado pelo maior
número possível de Colegas e enviar para
a sede da APMCG em Lisboa.
A Luta continua ...
Saudações Sindicais
Coimbra, 24.02.2003 Direcção
do SMZC
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