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NOTA À IMPRENSA
OS MÉDICOS ORTOPEDISTAS DO
HOSPITAL DE LEIRIA VÃO INICIAR UMA GREVE DURANTE OS DIAS 25, 26 E 27
DE FEVEREIRO DE 2003
Os Ortopedistas do Hospital de
Leiria vão iniciar uma GREVE a partir das OO,OO horas do dia 25 de Fevereiro
(3ª feira) e que se manterá durante os dias 26 e 27 de Fevereiro, conforme
Pré-Aviso de Greve já enviado para as entidades competentes, para
exigir o fim das atitudes persecutórias, a demissão do Director
de Serviço de Ortopedia e a exigência da normalização
urgente do funcionamento do Serviço de Ortopedia.
Trata-se de uma situação
que já foi objecto de divulgação pública sem que
algum responsável do Ministério da Saúde, da Administração
Regional de Saúde do Centro ou da própria Administração
do Hospital tenha desenvolvido quaisquer diligências, consequentes, tendentes
a dar solução à permanente agressividade e conflitualidade
por parte do Director do Serviço de Ortopedia contra os restantes colegas
Ortopedistas. Se há quem se sinta bem com o actual estado das coisas,
queremos dizer que tal não é o caso da larga maioria dos seus
profissionais.
O Sindicato
dos Médicos da Zona Centro (SMZC/FNAM)
manifesta toda a sua solidariedade aos profissionais que
se disponibilizaram a lutar pelo respeito pelos seus mais
elementares direitos como cidadãos, feridos na
sua dignidade pessoal e, como especialistas credenciados
e qualificados de Ortopedia.
A tentativa de resolução
do problema, pela via negocial, foi já objecto de várias diligências
em diferentes ocasiões, mas esbarrou sempre com a incapacidade do Conselho
de Administração em tomar decisões e estar a avalizar,
por omissão ou negligência, toda a casta de afrontamentos aos médicos
ortopedistas.
O conflito extravasou o âmbito
hospitalar e foi já notícia nos jornais, porque o actual Director
do Serviço tem sido de uma inflexibilidade autista. Está assim
a colocar o Serviço de Ortopedia prisioneiro da sua teimosia, com prejuízos
evidentes para o ambiente de trabalho que se vive nesta instituição.
Só por grande profissionalismo e sentido de serviço público
dos ortopedistas não se tem reflectido nos cuidados prestados aos doentes.
A prosseguir o actual clima de permanente intimidação e o conjunto
de atitudes persecutórias que chegaram ao nosso conhecimento, tal não
se pode continuar a garantir.
A fórmula insistentemente
repetida de que "não se passa nada" corre o risco de começar
a prejudicar a própria qualidade dos cuidados prestados à população.
Esta Greve surge, pois, como o
último recurso a que os profissionais se vêm obrigados a recorrer
para chamar a atenção das autoridades locais, regionais e nacionais
para o que de grave se está a passar no Serviço de Ortopedia do
Hospital de Leiria. Esperamos, por parte delas, a assumpção de
todas as suas responsabilidades. Se tal não acontecer declinamos, desde
já, em nome dos profissionais, qualquer responsabilidade na agudização
das formas de luta e nos problemas daí decorrentes.
Esperamos, por isso, contar com
o envolvimento de todos os leirienses e, especialmente, dos utentes do Hospital
de Leiria, assim como das autoridades locais para retirar o Serviço de
Ortopedia do enorme problema laboral em que está mergulhado. O que se
está a fazer ao Hospital de Leiria e ao Serviço de Ortopedia ultrapassa
já, pela sua dimensão, as paredes da instituição.
É um crime de lesa-património.
O Sindicato
dos Médicos da Zona Centro (SMZC/FNAM)
fiel aos seus princípios continuará a sua
luta por melhores condições de trabalho
para os médicos em todos os seus aspectos e por
um Serviço Nacional de Saúde eficaz, eficiente,
renovado, dinâmico e com qualidade para acorrer
às necessidades das populações.
Coimbra, 24 de Fevereiro de 2003.
A Direcção
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