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NOTA LEITURA


O presidente da Associação Médica Britânica critica a erosão da autonomia clínica


O British Medical Journal, na sua edição de 5 de Julho (BMJ 2003; 327: 8), publica uma notícia sobre a assembleia anual da Associação Médica Britânica que decorreu em Torquay.

Nesta assembleia, o presidente cessante da BMA, Dr. Ian Bogle, colocou as seguintes questões sobre este assunto:

•A existência sufocante de inovação através de excessivas e inoportunas auditorias e das imposições do Departamento de Saúde.

•O centralismo paranóico... transformará os profissionais em “contadores de migalhas” não responsáveis perante os seus doentes, mas perante os políticos, auditores, comissários e gestores.

•Quando começou a sua actividade médica, a motivação e a satisfação eram alcançadas conhecendo o que era capaz de aplicar ao nível dos seus conhecimentos e praticando o seu julgamento liberto do controlo ou interferência exterior ao consultório.

•Aceita que os padrões, os indicadores de qualidade e as avaliações de desempenho são essenciais, mas eliminar a responsabilidade, eliminar o risco e eliminar o desafio da prática médica é eliminar uma ampla parte do que é ser médico.
O sistema de cuidados de saúde é agora conduzido não pelas necessidades individuais dos doentes, mas pelas folhas de cálculo e caixas de crédito.

•Criticou as proporções a que chegam alguns hospitais para alcançar as metas, tais como recorrendo ao pessoal temporário, suspendendo cirurgia programada, colocando doentes em lista de espera e fazendo o pessoal trabalhar o dobro ou prolongando os turnos.


Estas afirmações constituem um contributo importante para podermos compreender melhor os objectivos subjacentes à actual política do Ministério da Saúde, tendo em conta que o modelo é “importado” da Grã-Bretanha com 14 anos de atraso.

Antes que cheguemos a uma situação semelhante, há que adoptar as adequadas medidas de mobilização global dos médicos portugueses.


Mário Jorge Neves

28/07/2003

 
 

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