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NOTA DE LEITURA


Na Grã-Bretanha, o novo secretário de estado da saúde jura continuar a agenda da reforma do NHS

Na sequência do inesperado e surpreendente pedido de demissão do anterior secretário de estado Alain Milburn, foi nomeado o Dr. John Reid.

O British Medical Journal (2003;326:1347), de 21/06/2003, publica uma notícia sobre esta situação, onde refere as seguintes questões fundamentais:

•O Dr. Reid foi deputado escocês.
•Um anterior secretário da saúde, Frank Dobson, prevê que a próxima revolta contra os hospitais-fundação pode ultrapassar a que se assistiu em Maio, quando 63 deputados trabalhistas votaram contra a proposta.
Acrescentou que “então, será bastante a quantidade de deputados que irão objectar que um escocês esteja sendo determinado na tarefa de imposição em Inglaterra daquilo que o Partido Trabalhista dirigiu à Assembleia Escocesa e foi rejeitado”.
•O mais imediato desafio para o Dr. Reid será a negociação de um novo contrato para os consultores, um problema que determinou os últimos meses da actividade de Milburn.
O Dr. Paul Miller, presidente do Comité de Especialistas e Consultores da B.M.A. (British Medical Association), afirmou que iriam escrever imediatamente para requerer uma reunião urgente que resolva o impasse destrutivo entre os consultores hospitalares e o governo.
•Beverly Malone, secretário-geral do Colégio Real de Enfermagem, descreveu eufemisticamente o Dr. Reid como um simples conversador e pesado batedor.
No site da BBC, vários médicos escreveram a chamar-lhe “caustico”, “intransigente” e “rottweiller”.
•O Dr. Reid, que é doutorado em história de África, esteve em evidência pública devido a acusar “elementos malandros” dos serviços de segurança de tentarem desacreditar o governo.
Os seus críticos afirmam que ele nunca mostrou qualquer interesse pela política de saúde.
•Gill Morgan, director-geral da NHS Confederation, afirmou que a prioridade dominante do novo secretário deveria ser a de assegurar um período de estabilidade.

Tendo em conta estas referências elucidativas, ficamos com uma melhor compreensão acerca das especialidades políticas actualmente requeridas, em alguns países, para dirigir uma reforma da saúde.

Se, por cá, ficámos surpreendidos com a especialidade em adubos, não é menos surpreendente esta de colocar um doutorado em história africana para continuar a contestada reforma da saúde na Grã-Bretanha.

Será que é para gerir melhor a “lei da selva” em que está mergulhado o Serviço Nacional de Saúde Britânico?


Mário Jorge Neves

 
 

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Revista dos Médicos - Jan-Set/03
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