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Crise de Clínicos Gerais: também no Reino Unido

O número de 7 de Dezembro do BMJ original apresenta uma discussão sobre a alegada falta de Clínicos Gerais do NHS (Serviço Nacional de Saúde Britânico). Considerando a actual carência e a necessidade de melhorar a qualidade dos cuidados e aumentar o tempo de consulta, o Royal College of General Practitioners (RCGP) reclamava há 2 anos a necessidade de mais 10000 Clínicos Gerais. Esta situação tem condições para se agravar, dado que muitos Clínicos Gerais dos países da Commonwealth (sobretudo da União Indiana) estão a atingir a idade da reforma, e menos de um terço dos alunos de Medicina mostram interesse pelos Cuidados Primários.
Alguns vão ao ponto de chamar a esta carência, que se agravará nos próximos 5 anos, uma “bomba de relógio nacional”.

As coisas estão mais difíceis agora do que há 5 anos atrás, pelo que os anúncios a recrutar Clínicos Gerais chegam a parecer folhetos de publicidade de estâncias de veraneio.

Algumas tentativas de resposta:
Formação pré-graduada
Yvonne Carter, professora de Cuidados Primários numa Escola Médica de Londres, tem tentado aumentar as cadeiras comunitárias em cada ano curricular, esperando que isso acabe por encorajar mais alunos a seguir Clínica Geral. Além disso, introduziu lugares de Internato Geral pré-definidos, os quais incluem um estágio de Clínica Geral na parte Leste da cidade de Londres. Yvonne Carter considera que mais lugares destes são necessários a nível nacional.

Melhorar a formação profissional
O RCGP tem posto a tónica na melhoria da formação profissional, propondo maior número de cursos profissionais – idóneos e acreditados – que possam constituir oportunidades de actualização. Por exemplo, os esquemas de formação profissional para a Clínica Geral de Bradford conseguiram atrair mais 11 Clínicos Gerais à pequena cidade de Bradford.

Incentivos financeiros
O Governo tentou a via financeira. Oferece 5000 Euros a todos os que entram na Carreira. Nos locais onde o recrutamento é especialmente difícil, o incentivo sobe para os 10000 Euros. Peter Dickson, sócio de um grupo de CGs, encara este “subsídio” como um “encorajamento numa altura da vida pessoal e profissional em que ele pode ser útil. Mas será ineficaz se pretender ser um mero suborno”.

Lugares assalariados
Para alguns, a solução passa por oferecer lugares assalariados, com maior flexibilidade, em vez de insistir na procura de associados com responsabilidade total. Estes assalariados podem ser contratados para um conjunto de serviços a desempenhar em tempo determinado, em consulta ou áreas paralelas, como o abuso de substâncias ou planeamento familiar, por exemplo. Esta forma de recrutamento coincide, no Serviço de Saúde Inglês, com o financiamento dos Centros e Extensões de Saúde (Practice) por cumprimento de objectivos definidos, em vez do pagamento por número de actos médicos.
O inconveniente é que estes Clínicos Gerais assalariados cumprem estritamente o estipulado e quando há mais trabalho são os “associados” em “exclusividade” (partners) que têm que arcar com ele.

Oportunidades académicas
Há iniciativas em curso que consistem em juntar Clínicos Gerais assalariados em locais de elevada carga de trabalho e de difícil contratação, mas com ofertas de treino em capacidades académicas que podem conduzir à obtenção de mestrados em Cuidados Primários. Os participantes executam projectos considerados relevantes pelas autoridades locais de saúde, tais como acessibilidade, abuso do álcool, diabetes ou uso de drogas.

Conclusão
A carência de Clínicos Gerais, em princípio um problema nacional, pode vir a resultar em oportunidades acrescidas para aqueles, e funcionar como um catalizador da mudança.
Com efeito, as respostas democráticas a este problema podem passar pela oferta de opções profissionais mais atraentes e criativas, sobretudo para os jovens médicos, nomeadamente a criação de lugares flexíveis, o encorajamento a desenvolver interesses especiais dentro da Carreira, o proporcionar ambientes clínicos de excelência, boa orientação profissional, e oportunidades de desenvolvimento profissional compatíveis.

Jorge Nogueira

 
 

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Revista dos Médicos - Jan-Set/03
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